
14/08/2025
O nome “Protocolo de Kyoto” pode até ter saído das manchetes, mas marcou um capítulo decisivo na história da diplomacia climática.
Assinado em 1997, o tratado entrou em vigor a partir de 2005 e foi o primeiro grande acordo global que obrigou nações a cortar a poluição que aquece a atmosfera.
A lógica era simples: quem mais poluiu no passado deveria liderar a redução das emissões.
O modelo, no entanto, dividiu opiniões. Os Estados Unidos, um dos maiores emissores do planeta, se recusaram a aderir, alegando que não assumiriam compromissos enquanto economias emergentes, como a China, não estivessem incluídas.
E apesar de avanços pontuais, principalmente na União Europeia, o cenário global não mudou muito: as emissões continuaram subindo.
Com o tempo, ficou claro que o formato de Kyoto era rígido para alguns países e flexível demais para outros.
Diante dessas limitações, o Protocolo acabou sendo substituído, em 2015, pelo Acordo de Paris, que prevê metas para todos os países, independentemente de serem ricos ou pobres.
Mesmo com seus problemas, o Protocolo de Kyoto foi um marco histórico e abriu caminho para negociações mais abrangentes.
Hoje, é lembrado como o primeiro passo de uma corrida que continua, e cuja linha de chegada ainda está longe.
Fonte: g1
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