
12/08/2025
No Rio de Janeiro, o lixo ajuda no combate à fome. Carros do Alimenta Rio - programa que coleta doações para o banco de alimentos da cidade - são abastecidos com energia gerada a partir de resíduos orgânicos.
O Ecoparque da Companhia Municiapl de Limpeza Urbana (Comlurb), no Caju, recebe 40% do lixo produzido no Rio. Lá, cascas de fruta e restos de alimentos são separados, triturados e vão para um processo chamado biodigestão.
Assim, são transformados em um tipo de gás, o biogás, que é capaz de produzir eletricidade suficiente para abastecer um carro.
E é essa energia que move um veículo, 100% elétrico, que roda a cidade coletando doações de supermercados para abastecer o programa de combate à fome da cidade.
Ataulfo de Souza, auxiliar de operação do Ecoparque, compartilhou com o RJ1 a satisfação de contribuir com esse processo.
"É muito legal você saber onde seu trabalho tá alcançando", disse Souza. "A pessoa de fora pensa que o lixo chega aqui, a gente leva pro aterro sanitário e acabou. Não sabe como é grandioso, engenhoso esse processo. Vale a pena, bastante. Eu me sinto um felizardo de estar participando, entendeu."
O que sobra dessa energia limpa e renovável é usado na usina do Ecoparque e ajuda a manter o funcionamento do local.
O que não vira biogás é aproveitado como adubo, usado em hortas comunitárias, na agricultura urbana e até na manutenção de praças e jardins da cidade.
A matéria na íntegra pode ser lida no g1
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