UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Nova técnica com uso de rocha é testada para frear mudança climática, removendo CO₂ do solo e do ar

26/06/2025

Seja nas plantações de açúcar no Brasil ou nas fazendas de chá na Índia, as rochas britadas são espalhadas por grandes extensões de terra cultivada em todo o mundo em um esforço inovador para combater a mudança climática.
A técnica denominada Intemperismo Aprimorado de Rochas (ERW, na sigla em inglês) busca acelerar a captura e o armazenamento natural do dióxido de carbono, um gás que causa o aquecimento global.
É potencialmente um grande negócio para gigantes da tecnologia, companhias aéreas e empresas de moda que buscam comprar créditos de carbono de projetos de ERW para compensar suas emissões.
A técnica visa acelerar um processo geológico natural chamado intemperismo, que consiste na decomposição das rochas pelo ácido carbônico que se forma quando o dióxido de carbono do ar ou do solo se dissolve na água.
O fenômeno ocorre naturalmente quando a chuva cai sobre as rochas e pode capturar o dióxido de carbono do ar ou do solo como bicarbonato ou calcário.
O ERW acelera o processo usando rochas de intemperismo rápido, como o basalto, que são finamente moídas para aumentar sua área de superfície.
Esta é uma tecnologia relativamente nova e há dúvidas sobre a quantidade de carbono que consegue remover.
Um estudo dos Estados Unidos determinou que a aplicação de 50 toneladas de basalto em um hectare de terra por ano removeria 10,5 toneladas de dióxido de carbono por hectare em quatro anos.
Mas esta extração foi menor quando o basalto foi aplicado em plantações de óleo de palma na Malásia ou de cana-de-açúcar na Austrália.
"Os testes de campo indicam que a quantidade e a taxa de captura foram superestimadas", indicou Paul Nelson, cientista da James Cook University que estudou o ERW.
Este nível depende de variáveis como o tipo e o tamanho da rocha, a umidade e o calor do clima, o tipo de solo e o manejo da terra. Além disso, é difícil medir a captura de carbono.
A técnica mais popular mede "cátions", íons carregados positivamente liberados da rocha com o intemperismo.
Mas estes cátions são produzidos independentemente do ácido com o qual a rocha reagiu, mesmo sem a captura de dióxido de carbono, explicou Nelson.
Portanto, a técnica deve ser cuidadosamente calibrada e medida. E é necessário mais financiamento para estudar como determinar a quantidade de dióxido de carbono removida, segundo Wolfram Buss, pesquisador de remoção de carbono da Australian National University.

Termine de ler esta reportagem clicando no g1

Novidades

O mercado regenerativo corre o risco de repetir erros da sustentabilidade?

11/06/2026

Quando comecei a trabalhar com iniciativas ecológicas, há mais de uma década, a palavra da vez era t...

Calculadora converte resíduos agroindustriais em créditos de carbono

11/06/2026

Cascas de laranja, bagaço de maçã, pó de café, palha de cana-de-açúcar e sementes de açaí. Transform...

Caçador vira presa após cobra reagir a ataque e enforcar gavião em MS; veja cena rara

11/06/2026

Em uma estrada de terra no município de Jateí (MS), o pescador Rafael Gandine foi surpreendido por u...

Lagarto de Fernando de Noronha tem reprodução lenta e pode ficar mais vulnerável

11/06/2026

Quem visita o arquipélago de Fernando de Noronha, situado a cerca de 545 km da costa de Pernambuco, ...

Tatu-bola, mascote da Copa de 2014, ganha plano de conservação

11/06/2026

Quem se lembra do “Fuleco”? Mascote da Copa do Mundo de 2014, o personagem foi inspirado na espécie ...