
22/05/2025
O Brasil possui mais de 15,1 mil imóveis (unidades consumidoras) da administração pública atendidos pela tecnologia fotovoltaica, incluindo edifícios dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, segundo dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). Mesmo com o crescente interesse pela geração solar em prédios públicos, o número revela que muito ainda pode ser feito: a fonte renovável representa uma fração minoritária do consumo.
O uso da energia solar na administração pública brasileira é impulsionado pela redução de gastos com energia elétrica que trazem aos cofres públicos, pela maior autonomia energética e pelos ganhos em termos de sustentabilidade. Em 2024, 3,5 mil prédios públicos, como escolas, hospitais, delegacias, tribunais, parques, museus, bibliotecas, entre outros, adotaram a geração própria solar, um avanço importante frente aos anos anteriores, segundo a Absolar.
Ao todo, são mais de 435,4 megawatts (MW) em sistemas fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos para abastecer prédios públicos. Isso representa mais de R$ 2 bilhões em investimentos acumulados na tecnologia, responsáveis pela geração de cerca de 13 mil empregos verdes, espalhados pelas cinco regiões do país. A instalação destes sistemas já garantiu mais de R$ 600 milhões em arrecadação aos cofres públicos.
Pela balanço da entidade, os imóveis do poder público são atendidos por mais de 9,2 mil sistemas fotovoltaicos em operação, instalados no próprio local ou em terrenos destinados a esta finalidade. Atualmente, os prédios públicos representam apenas 0,3% dos sistemas fotovoltaicos instalados no Brasil e 1,2% dos estabelecimentos beneficiados.
Para a Absolar, o anúncio recente da inclusão de geração solar no Palácio do Alvorada, em Brasília (DF), que prevê uma economia de R$ 1 milhão por ano à União, representa um importante passo no uso da tecnologia fotovoltaica pelo poder público e reforça a importância da liderança pelo exemplo na transição energética e sustentabilidade do país
“A fonte solar é uma alavanca para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do País. A entidade aplaude a iniciativa do Governo Federal e incentiva que outros gestores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário participem deste movimento mundial de inclusão de energia solar em prédios públicos, beneficiando escolas, hospitais, postos de saúde, delegacias, bibliotecas, museus e parques, entre outros”, destaca Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar.
O investimento, superior a R$ 3,5 milhões, viabilizado pelo Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permitirá a construção de uma usina solar com capacidade de 1.095 kWp (quilowatt-pico). O volume de 1.500 MWh (megawatt-hora) por ano será suficiente para suprir integralmente o consumo do Palácio da Alvorada.
Fonte: CicloVivo
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