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Estudo inédito revela ´rodovias ocultas´ no Brasil que ligam biomas e facilitam a ´migração´ de árvores

30/01/2025

As árvores localizadas às margens de rios no Brasil desempenham um papel fundamental na conexão entre a Amazônia e a Mata Atlântica.
É isso que mostra um novo e inédito estudo publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B.
Segundo a pesquisa, essas áreas funcionam como verdadeiras “rodovias naturais”, permitindo a migração de espécies de árvores entre os dois biomas ao longo de milhões de anos.

➡️Até então, os cientistas acreditavam que essa troca de espécies só ocorria durante períodos de clima mais úmido, quando a floresta tropical se espalhava por grandes áreas do continente sul-americano.

No entanto, a pesquisa, que foi conduzida por pesquisadores do Jardim Botânico Real de Edimburgo (RBGE, na sigla em inglês), no Reino Unido, e da Universidade de Exeter, com participação de cientistas brasileiros, sugere que essa movimentação sempre aconteceu de forma contínua, SEM depender exclusivamente dessas condições climáticas.
"Em vez de as espécies de árvores se trocarem apenas em períodos mais úmidos no passado, descobrimos que elas se dispersaram de forma contínua ao longo do tempo", explica James Nicholls, autor do estudo e pesquisador do RBGE.
Para chegar a esse curioso entendimento, a equipe de Nicholls analisou 164 espécies de árvores do gênero Inga, que são comuns nas florestas tropicais da América Latina.

🧬Com isso, por meio de sequenciamento de DNA, os pesquisadores reconstruíram a árvore genealógica dessas plantas e identificaram quando cada espécie se separou de seus ancestrais.

Finalmente, com esses dados, foi possível mapear o deslocamento das árvores entre a Amazônia e a Mata Atlântica ao longo da história evolutiva da região.

Isso provavelmente ocorre de forma gradual, com gerações de árvores crescendo ao longo das ‘estradas’ naturais formadas pelos rios que cortam os ecossistemas secos do Brasil.
— James Nicholls, autor do estudo e pesquisador do Jardim Botânico Real de Edimburgo (RBGE, na sigla em inglês).

Os resultados indicam ainda que entre 16 e 20 eventos de dispersão ocorreram no sentido Amazônia-Mata Atlântica, com novas espécies conseguindo se estabelecer no bioma costeiro.
Em outras palavras, isso significa que essa migração não esteve restrita apenas a períodos em que a floresta úmida dominava o Brasil.

🌳 ENTENDA: A Floresta Amazônica, a maior floresta tropical úmida do mundo, já foi significativamente maior no passado. Ela começou a se formar durante o período Eoceno, há cerca de 56 a 33,9 milhões de anos, cobrindo uma vasta área da América do Sul.

Já no sentido contrário, da Mata Atlântica para a Amazônia, os pesquisadores identificaram apenas uma ou duas movimentações. Uma possível explicação para essa diferença seria o tamanho muito maior da floresta amazônica, que gera uma quantidade maior de sementes e, consequentemente, aumenta o fluxo de novas espécies para outras regiões.
Para Toby Pennington, professor da Universidade de Exeter e do RGBE, que também participou do estudo, a proteção legal dessas áreas e os esforços contínuos para preservar as florestas ribeirinhas são essenciais para garantir a conectividade dos habitats a longo prazo.
Ele ressalta que sem essas florestas, a troca de espécies entre os biomas seria muito mais difícil, prejudicando a biodiversidade que caracteriza toda a região.

"O estudo também revela algo fundamental sobre a biodiversidade da Mata Atlântica, que, além de ser um dos ecossistemas mais ricos do planeta, abriga cerca de 3 mil espécies de plantas a mais do que a Amazônia brasileira", diz.
De acordo com os dados mais recentes da SOS Mata Atlântica, entre janeiro e junho de 2024, foram desmatados 21.401 hectares no bioma, contra 47.896 no mesmo período de 2023.

Fonte: g1

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