
28/01/2014
Quantas mãos apertamos por dia sem saber se foram devidamente higienizadas? O assunto pode parecer corriqueiro e ter até certa graça, mas a falta de higiene também acontece nos ambientes hospitalares e, nesse caso, se torna bem mais sério. Segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), as mãos de profissionais de saúde são, em todo o mundo, a principal via de contaminação cruzada em pacientes, responsáveis por grande parte das infecções hospitalares, muitas vezes com risco de morte. Na melhor das hipóteses, aumentam o tempo de internação, o que acaba onerando o sistema de saúde. Com base nesses dados, Elyr Teixeira, diretor da empresa Senfio, instalada na incubadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e com doutorado em fase de conclusão em engenharia biomédica, desenvolveu um sistema de identificação por radiofrequência para monitorar e registrar a higienização de mãos. O projeto ganhou recursos do edital de Apoio à Inovação Tecnológica, da FAPERJ.
O sistema é simples: cada funcionário possui um crachá, menor do que um celular convencional, com 9 mm de espessura, visor eletrônico e iluminação em led (light emitting diode). Cada vez que o funcionário aciona um dos dosadores de álcool em gel, instalados nas paredes dos hospitais, automaticamente é emitido um sinal por bluetooth para o crachá, in formação repassada para o software central, por wi-fi. Nele, aparecerão as informações dando conta de quando foi a última vez, e a que horas, em que aquele profissional lavou as mãos. “Com o programa, é possível elaborar relatórios diários, semanais, mensais e anuais, de acordo com a escolha do administrador. Para acessar o sistema, é ainda mais simples: basta abrir um navegador de internet, em qualquer computador, digitar o endereço específico e consultar as informações”, explica Teixeira. Na prática, todas as vezes que o profissional lavar as mãos, uma mãozinha com o dedinho para cima, sinal conhecido com "thumbs up" e que os usuários do Facebook clicam como "curtir", surge no display do crachá, com um som, confirmando que a obrigação higiênica foi cumprida.
Saiba mais no site da Faperj
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