
14/01/2014
A falta d’água que vem irritando cariocas neste verão, somada às desagradáveis surpresas nas praias, em forma de espumas e colorações avermelhadas provocadas por algas, pode também ser explicada pela morosidade na aplicação de recursos em saneamento no Rio. O governo do estado tinha a previsão de investir R$ 759,4 milhões em água e esgoto em 2013, mas só repassou R$ 132 milhões à Secretaria de Obras e à Cedae. E foram efetivamente gastos — em quatro programas — R$ 127,6 milhões, o que representa 16,8% do total previsto no orçamento. Os dados são referentes aos investimentos diretos do tesouro estadual e foram compilados pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) no Sistema de Informações Gerenciais (SIG), portal de receitas e execuções orçamentárias.
Faltando 939 dias para o início dos Jogos Olímpicos, compromissos como a despoluição da Baía de Guanabara e das lagoas de Jacarepaguá seguem em marcha lenta, e o Rio continua sofrendo com antigos problemas de gestão em saneamento. Um relatório da própria Cedae, de 2012, revela que o desperdício de faturamento da empresa chega a 50% — ou seja, a companhia só consegue receber por metade da água que produz. Nos últimos anos, a média de desperdício na distribuição de água potável no Rio tem se mantido na faixa dos 30%.
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