
07/01/2014
A água gelada das praias, comum no verão em parte do litoral do estado do Rio, pode fazer banhistas tiritarem, mas traz exuberância para a vida marinha. O fenômeno do afloramento da corrente mais profunda e fria, chamado de ressurgência, traz nutrientes que fertilizam o mar, permitindo a existência de grande biodiversidade. Para entender melhor o fenômeno, que ainda é pouco estudado, pesquisadores estão mergulhando em Cabo Frio, uma das principais áreas de ressurgência do Brasil — cuja influência se estende por dezenas de quilômetros, cobrindo todo o estado e chegando ao Espírito Santo.
O estudo mobiliza mais de 150 pesquisadores do Brasil e do exterior, além de estudantes de 27 instituições diferentes, numa colaboração entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). As atividades em campo começaram em 2013 e devem continuar pelos próximos dois anos. Em seguida, começarão a ser publicados os primeiros trabalhos.
Cientistas de diversas especialidades vão analisar desde a composição da matéria orgânica induzida pela ressurgência até a estrutura biológica da cadeia alimentar que se desenvolve a partir destes nutrientes.
O trabalho faz parte do esforço brasileiro de gerar conhecimento sobre a Amazônia Azul, como o litoral brasileiro também é chamado por especialistas.
Há dois tipos de ressurgência: a mais costeira, induzida pelo vento; e a causada por vórtices e meandros (giros) nas correntes marinhas, que são menos conhecidas. Por isso, serão realizadas pesquisas até cem quilômetros da costa, ou mais.
Leia a matéria completa em O Globo
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