
09/01/2014
A Mata Atlântica resiste equilibrada nas alturas. É nas encostas mais íngremes, úmidas e escorregadias da Serra do Mar que a natureza dribla o homem e sobrevive à exploração. Um estudo feito pela Fundação SOS Mata Atlântica para a Revista Amanhã do O Globo mostra que, nos últimos dez anos, a perda de mata fechada entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo diminuiu. Entre 2003 e 2013, foram desmatados 18 hectares. Na década anterior, 105 hectares haviam ido abaixo ao longo da Rodovia Litorânea, a Rio-SP, entre Bertioga (SP) e Paraty (RJ). A perda diminuiu porque a mata resiste onde dificilmente o homem consegue chegar.
Espécie de muralha a barrar o oceano, a Serra do Mar vence pela dificuldade do relevo. Entre 2000 e 2010, a população das cinco cidades - Bertioga, Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Paraty - do trecho Rio-São Paulo cresceu 39,53%, muito acima da média dos dois estados. Para se ter uma ideia, Bertioga viu sua população aumentar 79%. Paraty, 33,5%. O crescimento urbano isolou a mata nas partes mais elevadas das montanhas. Se a cobertura florestal resistiu isolada, porém, isso não significa que esteja saudável. O confinamento nas montanhas causa impacto negativo sobre algumas espécies da Mata Atlântica. Grandes macacos, como bugios e muriquis, desaparecem por falta de alimento. Principalmente, o palmito, presente nas áreas mais baixas. Antas e saguis se refugiam nas partes mais altas das escarpas, onde o clima é mais úmido e frio.
Leia a matéria completa em O Globo
Hesperaloe pode substituir madeira na produção de papel
20/08/2026
Florestas tropicais recuperam biodiversidade em uma geração
20/08/2026
A indignação com os danos ambientais causados por um homem com seu caminhão em ecossistema único na Argentina
20/08/2026
A onda de protestos que conseguiu barrar a primeira fazenda de polvos do mundo
20/08/2026
Quando fazer a coisa certa não resolve o problema
20/08/2026
Águas na costa da Europa estão até 6°C acima do normal, fruto da mudança climática
20/08/2026
