
12/12/2013
Onde há um prédio abandonado, a indústria da reciclagem começa a vislumbrar uma mina. Dela é possível extrair mármore, granito, madeira, brita e areia, além de vidros e telhas. De quebra, a atividade reduz a pressão sobre os recursos naturais e diminui a emissão de gases-estufa. Este reaproveitamento de materiais, indicam estimativas do pesquisador Francisco Mariano Lima, do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, deverá saltar dos atuais 3% para 20% nos próximos dez anos.
Com a reciclagem de resíduos de construção e demolição, que vem sendo chamada de mineração urbana, a tendência é que as cidades se consolidem como fornecedoras de recursos naturais, ressalta o especialista. Sua tese de doutorado, apresentada em 2013 na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), foi premiada em setembro deste ano como o melhor trabalho de Economia Mineral durante o Congresso Anual do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), em Belo Horizonte.
— A mineração urbana é um novo setor da reciclagem que está se consolidando no país — afirma Mariano Lima. — Hoje, porém, pouquíssimo é reciclado. Em países como o Brasil, a indústria recicladora ainda emergente só aproveita os produtos de baixa qualidade, que só servem para a base e a sub-base de estradas ou aterros. Por outro lado, a indústria madura nos países desenvolvidos chega a 90% de material reciclado, produzindo agregados de qualidade semelhante aos produtos naturais.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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