
03/12/2013
Ele tem 3.953 hectares de área, o equivalente a 3,5% da área do município do Rio de Janeiro; é visitado, anualmente, por cerca de dois milhões de pessoas, entre cariocas, turistas estrangeiros e de outros estados; abriga um dos pontos turísticos mais notórios da cidade: o Cristo Redentor. Estamos falando do Parque Nacional da Tijuca, um pequeno fragmento da Mata Atlântica, em pleno centro urbano, que agrega em sua extensão grande biodiversidade de fauna e flora, além de ser riquíssimo em fatos históricos e arte. Aproveitando essa multidisciplinaridade natural, Andréa Espinola de Siqueira, professora do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (Ibrag) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), desenvolveu – com mais 12 professores e pesquisadores dos mais diversos campos de estudo, desde biologia, geografia, história a artes, de várias universidades – o Guia de Campo do Parque Nacional da Tijuca, livro eletrônico que traz uma espécie de roteiro, voltado principalmente a professores e estudantes da educação básica.
Nele, o Parque Nacional da Tijuca passa a ser um local para aulas externas, em que podem ser observados e abordados vários pontos importantes. Para sua criação, o guia recebeu subsídios do programa de Apoio ao Material Didático para ensino e pesquisa, da FAPERJ. "Apesar de ser o menor do Brasil, como se trata de um local ímpar, reduto de patrimônio histórico e cultural, o Parque Nacional da Tijuca é o mais visitado. Por isso, não queríamos que o guia parecesse um livro didático, mas que proporcionasse uma leitura leve, entretendo ao mesmo tempo em que informa", afirma Andréa. O material pretende tirar o máximo de aproveitamento da visita ao parque, estimulando nos jovens a cidadania e o debate sobre questões socioambientais. "Acredito que se deve entrar na floresta como quem folheia as páginas de um livro. Os assuntos são muitos e as possibilidades, infinitas. Tomando-se como ponto de partida a Trilha dos Estudantes, ao entrarmos na floresta, um mundo novo se abre e os alunos podem ver e sentir na prática temas que, se abordados em sala de aula, poderiam parecer desinteressantes ou mesmo monótonos. Trata-se de um local rico, resultado de um processo que levou anos para se consolidar, a partir da iniciativa pioneira e visionária do imperador D. Pedro II", comenta Lucio Meirelles Palma, coordenador de Monitoria Ambiental e do Voluntariado no Parque Nacional da Tijuca.
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