
03/12/2013
Pau-brasil, rabo-de-galo e palmito-jussara são plantas bem diferentes com um problema comum. Figuram entre as espécies da flora mais ameaçadas do país, segundo um levantamento que será divulgado na próxima terça-feira pelo Jardim Botânico. A instituição lançará o "Livro Vermelho da Flora do Brasil", onde avalia 4.617 espécies da flora nacional, previamente consideradas vulneráveis. Quase metade (2.118, ou 45,9%) corre risco significativo de extinção.
Esta é a primeira etapa de um estudo que pretende analisar, até 2020, todas as 44.711 espécies da flora brasileira - 52% seriam exclusivas do Brasil. O país concentra de 11 a 14% da diversidade de plantas da Terra, campeão mundial de biodiversidade vegetal. Essa é uma estimativa conservadora, pois estima-se que o país tenha até 75 mil espécies.
- Nossa lista da flora é atualizada praticamente todos os dias. Encontramos novas espécies até em regiões muito estudadas, como o Rio - destaca Gustavo Martinelli, coordenador do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico.
As espécies descritas na primeira edição do "Livro Vermelho" foram selecionadas por terem figurado anteriormente em listas de plantas ameaçadas de extinção.
O ranking de biomas com a flora em risco tem à frente Mata Atlântica e Cerrado, duas das 34 áreas do mundo com maior diversidade de espécies com alto risco de extinção.
- Os riscos variam de acordo com a região - ressalta Martinelli. - Na região da Mata Atlântica, os hábitats foram destruídos com o crescimento urbano. Menos de 12% de sua cobertura original sobrevivem até hoje. O Cerrado, por sua vez, foi degradado com o plantio da soja.
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