
05/12/2013
Obras de terraplanagem num terreno onde já funcionou um lixão estão colocando em risco uma área de mangue no bairro Jardim Gramacho, em Duque de Caxias. A denúncia é do biólogo Mario Moscatelli, que atua em programas de reflorestamento na região há quase 20 anos.
Em sobrevoo feito no dia 19 de novembro, o biólogo flagrou a ação de retroescavadeiras nas proximidades do manguezal, às margens da Rodovia Washington Luiz. De acordo com Moscatelli, embora a maior parte do terreno já estivesse degradada, as obras estão avançando numa Área de Preservação Permanente (APP), próxima ao fundo da Baía de Guanabara.
O chefe da Coordenadoria estadual de Combate a Crimes Ambientais (Cicca), José Maurício Padrone, informou que fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) farão uma inspeção da área hoje. Moscatelli afirma que o Inea precisa ficar mais atento aos crimes ambientais:
— Um novo aterro está avançando pelo mangue.
José Maurício Padrone, da Coordenadoria de Combate a Crimes Ambientais (Cicca), afirma que a região onde foi constatado o crime ambiental é alvo de uma desenfreada especulação imobiliária. Com o fechamento do aterro de Jardim Gramacho, em junho de 2012, os terrenos ganharam valor, diz o chefe da Cicca, ligada à Secretaria Estadual do Ambiente.
— Áreas que não valiam nada agora passaram a valer rios de dinheiro. Vamos amanhã (hoje) ao local verificar se retiraram nossa cerca de segurança e avançaram manguezal adentro — afirma Padrone.
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