
26/11/2013
Megacidades, biodiversidade, integração dos países do Hemisfério Sul e inclusão social foram alguns dos temas destacados pela presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, na apresentação do documento "Ciência para o desenvolvimento sustentável global: contribuição do Brasil", na tarde de 21 de novembro, no primeiro dia do Seminário Brasil - Ciência, Desenvolvimento e Sustentabilidade.
O texto é uma síntese dos principais resultados dos sete encontros preparatórios ao Fórum Mundial de Ciência (FMC), ocorridos desde o ano passado em todo o país. "O sentido desses encontros foi reverberar o fórum em todo o país, já que as discussões da semana que vem serão restritas a um grupo menor e altamente selecionado. E como fazer com que esses temas chegassem a todo país? Com os encontros", observou.
As principais recomendações brasileiras englobam diferentes ações, que incluem a integração com outras nações. "A ciência brasileira tem que ter integração com outros países, em especial com os da América Latina e Caribe. Quanto mais nos aproximarmos, melhor será a ciência produzida no hemisfério sul", avaliou. Ainda de acordo com ela, o Brasil hoje ocupa uma posição de privilégio em relação aos demais países latino-americanos. Pode, portanto, segundo ela, liderar esse movimento de integração e partir para uma ação concreta.
Os debates sobre a biodiversidade, que serão realizados durante o FMC, foram apontados como um tema de grande interesse para o Brasil. "O que fazer com essa biodiversidade? Adianta ter uma enorme biodiversidade e não fazer nada com ela? Quando esse tema foi debatido no encontro em Manaus ficou bem claro que temos que ter a Pan-amazônia", lembrou a professora.
Segundo ela, dados mostram que a França detém o maior número de patentes da biodiversidade amazônica por ter a Guiana Francesa. "A árvore, a formiga, o mosquito não têm passaporte. Ou a gente passa a se olhar como grupo ou vamos ficar para trás", alertou. Ainda de acordo com ela, enquanto o Brasil limita-se às discussões, o resto do mundo caminha. "Se o Brasil tiver uma legislação que dialogue com as legislações de outros países nesse tema, será muito importante", propôs.
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