
21/11/2013
O governo japonês anunciou na última semana, em meio às negociações da COP-19 (conferência mundial do clima da ONU), que irá voltar atrás em suas metas de redução de carbono. A justificativa é a interrupção da operação das 50 usinas nucleares do país após a tragédia de Fukushima.
Agora, em vez de uma redução de 25% nas emissões em comparação aos níveis de 1990, o país asiático chegará a 2020 liberando 3,1% a mais de carbono em relação ao mesmo período.
Em uma declaração feita em Tóquio, o chefe de gabinete do governo japonês, Yoshihide Suga, afirmou que as metas anteriores, propostas por políticos do Partido Democrata - que agora estão na oposição - eram não realistas e "totalmente sem fundamento".
A meta foi anunciada em 2009, quando os países industrializados foram encorajados a apresentar propostas de redução.
Já em Varsóvia, o negociador-chefe japonês, Hiroshi Minami, afirmou que as novas metas refletem a realidade de não contar com a energia nuclear na matriz energética.
"Teremos de reduzir nossa ambição", resumiu.
Em 2011, o Japão foi atingido por um terremoto seguido por um tsunami. A onda gigante se chocou com a usina de Fukushima, provocando o vazamento de material radioativo.
Após o incidente, o Japão decidiu interromper a operação de suas instalações atômicas, que até a data do acidente respondiam por um quarto de sua matriz energética. Apesar de gerarem resíduos radioativos, a operação dessas instalações gera pouquíssimas emissões de carbono.
A decisão japonesa provocou uma série de reações negativas, tanto em outras delegações como entre ambientalistas.
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