
14/11/2013
Em alto-mar, a 20 quilômetros dos reatores nucleares danificados de Fukushima, uma gigantesca turbina eólica flutuante sinaliza o início da mais ambiciosa aposta em energia limpa já feita pelo Japão.
Esse moinho de vento com cem metros de altura começa a funcionar neste mês, com a expectativa de gerar energia suficiente para abastecer 1.700 casas. Mas a meta é alcançar até 2020 a geração de um gigawatt de eletricidade com 140 turbinas eólicas. Isso é o equivalente à energia gerada por um reator nuclear.
O Japão foi forçado a olhar mais seriamente para a energia renovável depois dos vários problemas, causados pelo terremoto e pelo tsunami de 2011 em Fukushima, em núcleos de reatores nucleares. Os 50 reatores japoneses estão fechados atualmente, aguardando inspeções.
Os partidários do projeto eólico dizem que os moinhos de vento em alto-mar podem ser um avanço importante para esta nação energeticamente pobre.
Eles permitiriam que o Japão usasse um recurso que possui em abundância: seu litoral, que é mais longo do que o norte-americano.
O projeto é também uma tentativa de assumir a iniciativa em um setor que deve dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, chegando a uma capacidade global de 536 gigawatts, segundo a entidade setorial Conselho Global da Energia Eólica.
Fonte: Jornal da Ciência
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