
05/11/2013
O aumento da emissão de dióxido de carbono na atmosfera está desacelerando. Embora a economia global tenha crescido 3,5% em 2012 em relação ao ano anterior, a liberação de CO2 avançou apenas 1,4%. E a diferença entre estes dois índices pode tornar-se ainda mais evidente no futuro próximo, segundo um relatório divulgado ontem pela Agência de Avaliação Ambiental da Holanda e pelo Centro Comum de Pesquisas da União Europeia.
O documento ressaltou que, no ano passado, a liberação de CO2 na atmosfera atingiu o patamar de 34,5 bilhões de toneladas, um recorde histórico. Mas a maior surpresa foi a dissociação entre o aumento das emissões e o crescimento econômico. O mundo, agora, recorre menos a combustíveis fósseis e presta mais atenção à energia renovável.
- Todos os países buscam o aumento da eficiência energética, ou seja, querem produzir mais bens e serviços com menor taxa de emissões de CO2 - explica Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. - A comunidade internacional depende cada vez menos de combustíveis fósseis.
Estados Unidos, União Europeia e China, que respondem por 55% das emissões de CO2, influenciaram a desaceleração na liberação de gases-estufa. Suas iniciativas na área ambiental foram classificadas como "notáveis" pelo relatório.
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