
05/11/2013
Pneu verde. Juntas, as duas palavras soam contraditórias. Mas este conceito já calça um em cada dez carros produzidos no Brasil. E, até 2016, metade da frota fabricada por aqui terá o equipamento, concebido para reduzir o consumo e a emissão de poluentes.
Nesses tempos em que o InovarAuto acena com impostos menores para modelos mais eficientes, é natural que as fábricas de automóveis busquem soluções assim.
— Em teoria, todo carro terá que economizar combustível. Será preciso buscar isso por todos os meios, e o pneu é uma parte importante nessa conta — explica Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Pirelli.
Por oferecer menor resistência à rolagem, o pneu verde contribui, em média, para uma redução de 5% no consumo e de até 15% na emissão de gás carbônico (CO2). A diferença principal está na aplicação de sílica na borracha, no lugar do costumeiro negro de carbono. No aspecto ecologicamente correto, esta sílica é extraída da casca do arroz.
A sílica permite que o pneu trabalhe com temperaturas mais baixas e sofra menos deformação. O “embate” entre a borracha e o piso gera um desperdício de energia e calor, afetando o consumo.
— O foco principal é ter um pneu que desperdice menos energia. Mais de 90% dessa perda é provocada pelos compostos que existem no pneu — ressalta Argemiro Costa, da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE).
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