
29/10/2013
O ar quente em altitude em setembro e outubro ajudou a reduzir o buraco na camada de ozônio perto do Polo Sul, ainda que levemente, afirmam cientistas. De acordo com imagens e informações divulgadas pela Nasa, o buraco reduziu cerca de 6% na comparação com a mesma época do ano em 1990.
A Agência Espacial Americana afirmou que a principal razão para o resultado deste ano é o tempo local. De acordo com informações do Centro Nacional de Dados Climáticos (NOAA, na sigla em inglês), o ar em altitude tem sido quase 2 graus mais quente do que o normal na região mais austral do mundo. Esse aumento fez com que o número de nuvens estratosféricas polares reduzissem, causando um impacto direto no encolhimento do buraco já que são nelas que o cloro e o bromo provenientes de produtos artificiais se depositam e consomem o ozônio
- É como ver o “Pac-Man” comer um biscoito, onde o biscoito é o ozônio. Os átomos de cloro são o “Pac-Man” - disse Paul Newman, cientistas atmosférico da Nasa à “Associeted Press” (AP).
O buraco é uma área na atmosfera com baixas concentrações de ozônio. É nessa época do ano, normalmente, que ele se encontra em maiores proporções. Seu aumento é motivo de grandes preocupações mundiais, já que o ozônio funciona como um escudo da Terra contra a radiação ultravioleta.
James Butler, diretor da divisão de Monitoramento Global da NOAA afirmou que os dados são animadores: - Não está ficando pior. Isso é um bom sinal -. O buraco, segundo ele, parou de expandir no final da década de 90. No entanto, Butler acredita que ainda não há motivos para comemorar: - Nós não podemos dizer ainda que é uma recuperação.
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