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A riqueza natural da biodiversidade na Amazônia

24/10/2013

Um macaco que ronrona como um gato e até mesmo uma piranha vegetariana estão entre as mais de 400 novas espécies de animais e plantas identificadas na Amazônia nos últimos anos. Elas fazem parte das principais descobertas na região entre 2010 e 2013 compiladas pela organização ambiental WWF como alerta para a importância de preservar este bioma e sua biodiversidade. Ao todo, são 258 espécies de plantas, 84 de peixes, 58 de anfíbios, 22 de répteis, 18 de aves e uma de mamífero, numa média de duas descobertas por semana que se somam às mais de 1,2 mil novas espécies de animais e plantas identificadas no período de 1999 a 2009 na região e listadas pela própria WWF em relatório anterior, divulgado em 2010.
— A Amazônia é o bioma número um em biodiversidade no mundo, não há região que concorra com ela nisso — destaca Cláudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da WWF, responsável pela compilação da lista com base em estudos publicados em periódicos científicos reconhecidos nos últimos anos. — A lista mostra que mesmo com poucos recursos estamos descobrindo novas espécies na Amazônia a um ritmo de uma a cada três a quatro dias e que ainda temos muito a investigar sobre a região, um verdadeiro caldeirão de biodiversidade.
Segundo Maretti, a divulgação da lista ultrapassa a simples verificação sobre a grande biodiversidade ainda desconhecida da Amazônia. Para ele, além de conhecer é preciso reconhecer que a região presta importantes serviços ecossistêmicos para o planeta — os quais todas as espécies de plantas de animais lá presentes ajudam a construir.
— A lista serve não só para conhecermos mais sobre nossa natureza como também sobre o bem comum que ela nos proporciona — diz. — A Amazônia funciona como um “ar condicionado” do planeta. Ela estoca carbono e a circulação de ar e umidade nela promove o resfriamento e estabiliza o regime de chuvas não só na região como fora da Amazônia. Estes são alguns tipos dos serviços ecossistêmicos que são produto desta complexidade de seres vivos que vivem lá. São estas espécies múltiplas de biodiversidade que prestam serviços que toda a sociedade usa.
A estratégia da WWF com a compilação também é orientar os governos dos nove países que abarcam o bioma da Amazônia — Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa — sobre as melhores maneiras de preservar a região e ao mesmo tempo aproveitar suas riquezas naturais, conta Maretti. Na opinião dele, o Brasil tem feito isso bem com a criação de unidades de conservação e a demarcação de terras indígenas, mas a situação ainda pode e precisa melhorar muito para assegurar a sobrevivência de uma parcela significativa desta biodiversidade.

Leia a matéria completa no O Globo

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