
29/10/2013
A intensa favelização e a ocupação desordenada durante anos seguidos nos morros da Grande Tijuca fizeram grande parte dessas encostas sofrer com o constante desmatamento. Entre as consequências da intervenção humana, além do aumento de chances de deslizamentos de terra, que já fizeram centenas de vítimas, todo o bioma da região acaba sofrendo.
Mas a mão do homem que destrói é a mesma que pode construir. Desde 1997, a Secretaria municipal do Meio Ambiente fechou uma parceria com moradores de comunidades de toda a cidade, para que se reunissem em mutirões a fim de reflorestar, com espécies nativas da Mata Atlântica, as partes prejudicadas. Nas comunidades da região, a que deu mais resultados até então foi o Morro da Formiga, com aproximadamente 80 hectares recuperados e dez pessoas trabalhando.
Cláudia França, gerente de manejo florestal da secretaria, explica a importância da cobertura vegetal nas encostas:
— Ela protege dos deslizamentos, pois fixa o solo no lugar. Há mais estabilidade porque ocorre uma maior absorção da água da chuva.
A gerente também destaca a necessidade do replantio para o meio ambiente:
— Com as espécies originais replantadas, a fauna é novamente atraída. Antes figuras raras, micos e passarinhos estão por toda parte, tomando o lugar dos ratos e das cobras. Devido ao surgimento de flores e da polinização, muitas borboletas e joaninhas voltaram. Além disso, melhora as condições das nascentes dos rios e a do ar.
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