
10/10/2013
Após anos de promessas frustradas, a Amazônia, detentora do maior patrimônio genético do mundo, poderá finalmente ter uma política de desenvolvimento regional, que seria baseada em dois projetos que estão em andamento. Entretanto, antes mesmo de saírem do papel, as propostas são observadas com cautela. Especialistas avaliam que ambas são insuficientes para atender às necessidades da região.
Uma delas, em elaboração no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é o plano de ciência e tecnologia, que prevê o desenvolvimento sustentável da região com a utilização de seus recursos naturais, conforme antecipou o ministro Marco Antônio Raupp, em julho. A expectativa do órgão é lançar a medida oficialmente até o fim deste ano. Procurado pelo Jornal da Ciência o ministério não quis dar outros detalhes.
Mais adiantada, a outra proposta (PLS 380/2012), institui a Política Nacional de Defesa e de Desenvolvimento da Amazônia e da Faixa de Fronteira. Aprovado, dia 19, no Senado, o projeto deve ser encaminhado para a Câmara dos Deputados.
Na Amazônia vivem cerca de 25 milhões de pessoas que há anos esperam por melhorias nos sistemas de transportes, comunicação e saneamento básico, por exemplo. A Amazônia é considerada de interesse estratégico pelas suas riquezas naturais ainda pouco exploradas.
Entre outros pontos, o PLS 380/2012 prevê o desenvolvimento da região e a ampliação da produção sustentável. O texto também prevê a redução das desigualdades com a execução de políticas públicas, a implementação de infraestrutura de transportes, energia e saneamento e o combate a organizações criminosas.
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