
08/10/2013
Às vésperas da divulgação da primeira parte do novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), cientistas criticaram o modelo adotado pela ONU para analisar os efeitos do aquecimento global e de outros eventos extremos. Em vez de grandes estudos, produzidos a cada cinco ou seis anos, os cientistas reivindicavam relatórios mais curtos, específicos e com maior periodicidade.
A primeira parte do 5º relatório do IPCC foi divulgada no final de setembro, depois do crivo de representantes de mais de 110 países, reunidos em Estocolmo. O documento foi montado por 809 especialistas, entre autores e colaboradores.
Para alguns cientistas que fazem os ajustes finais do novo texto, os grandes relatórios do IPCC são certeiros, mas, pela demora para a coleta dos dados, suas informações tornam-se rapidamente desatualizadas.
— Um blockbuster a cada seis anos não é mais uma grande contribuição — avalia Myles Allen, professor da Universidade de Oxford e colaborador do novo relatório.
Relatórios mais frequentes — destinados, por exemplo, ao registro de secas, inundações e ondas de calor — mostrariam se a ocorrência destes eventos aumentam anualmente.
— Eu apoio uma avaliação global (com os mesmos moldes usados agora), mas também considero muito importante que ela passe por atualizações frequentes — enfatiza Johan Rockstrom, diretor do Stockholm Resilience Center.
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