
03/10/2013
É um empreendimento audacioso, que goza de amplo apoio na Alemanha: fechar as usinas nucleares, livrar o país do carvão e promover uma mudança geral para fontes de energia renováveis.
Mas o plano, aprovado pela chanceler Angela Merkel e também pelos partidos de oposição, enfrenta problemas em sua execução que obrigam os alemães a suportar custos e complexidades para pôr em prática seus princípios.
As famílias alemãs são atingidas por taxas de eletricidade em rápida ascensão, a ponto de que um número crescente não consegue mais pagar a conta. As empresas estão cada vez mais preocupadas que os custos da energia as coloquem em desvantagem com os concorrentes de outros países, enquanto outras começaram a deixar o país.
Fazendas eólicas recém-construídas em alto-mar aguardam ser ligadas à rede energética que precisa de expansão. E, apesar de todos custos, as emissões de carbono aumentaram em 2012, pois as usinas a carvão foram acionadas para fechar lacunas no abastecimento.
Uma nova expressão entrou no léxico: "pobreza energética". "Muitas vezes não vou para minha sala para economizar eletricidade", disse Olaf Taeuber, 55, que é gerente de uma frota de veículos em Berlim.
Taeuber conta com apenas uma lâmpada de 5 watts, que emite uma luminosidade "aconchegante", em sua cozinha quando chega em casa à noite. Se realmente precisar, acende um tubo de neon que consome 25 watts. Mesmo assim, ele teve de pedir ajuda para evitar que sua eletricidade fosse cortada.
Saiba mais na Folha de S. Paulo
O que diferencia os incêndios florestais do Brasil e os da Europa
20/08/2026
Hesperaloe pode substituir madeira na produção de papel
20/08/2026
Florestas tropicais recuperam biodiversidade em uma geração
20/08/2026
A indignação com os danos ambientais causados por um homem com seu caminhão em ecossistema único na Argentina
20/08/2026
A onda de protestos que conseguiu barrar a primeira fazenda de polvos do mundo
20/08/2026
Quando fazer a coisa certa não resolve o problema
20/08/2026
