
30/10/2025
Uma tecnologia desenvolvida na Bahia promete mudar a forma como os resíduos orgânicos são tratados e contribuir para a redução das emissões de carbono. O método de compostagem acelerada, criado pela professora de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Zenis Novaes, utiliza bioaceleradores capazes de transformar restos de alimentos crus e cozidos em fertilizante orgânico em apenas 15 dias. Na compostagem tradicional, este prazo ultrapassa 120 dias.
A inovação vem sendo aplicada pelo Centro de Sustentabilidade do Village Itaparica. O sistema dá destino adequado aos resíduos orgânicos do restaurante Pé na Areia, instalado no empreendimento, com coletas realizadas duas vezes ao dia, assegurando a qualidade e a continuidade do processo.
Entre seus diferenciais estão a inclusão de resíduos crus e cozidos, a ausência de geração de metano e chorume e a redução da necessidade de espaço físico para instalação.
“Esses fatores tornam o modelo mais eficiente e facilmente replicável, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes contextos e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas”, explica Zenis Novaes.
Segundo a professora, a inovação alia ciência e compromisso ambiental. “Os bioaceleradores que desenvolvemos atuam na degradação dos resíduos de forma segura e eficiente, acelerando o processo de compostagem e contribuindo para a redução da emissão de gases poluentes”.
Zenis começou a trabalhar com compostagem acelerada em 2015, inspirada pelo Laudato si, encíclica publicada pelo Papa Francisco. No documento, ele pedia união e consciência no cuidado com o planeta. O amor ao próximo deveria se estender à nossa casa em comum, a Terra. Nesse sentido, o combate às mudanças climáticas era uma das causas presentes na vida de Francisco.
A gerente de ASG do Village Itaparica, Adriana Muniz, aprova a inovação e afirma que a Estação de Compostagem representa mais do que uma ação ambiental: “é uma mudança de paradigma”. Segundo ela, o objetivo do Centro de Sustentabilidade é reduzir drasticamente a quantidade de resíduos encaminhados à coleta pública, transformando o que antes era descartado em matéria-prima, aprendizado e valor social.
Os materiais recicláveis gerados no empreendimento são todos separados e encaminhados para a reciclagem, gerando impacto ambiental positivo e renda para os catadores e catadoras da região.
Já os resíduos orgânicos que passam pelo processo de compostagem se transformam em nutrientes para o solo, fechando o ciclo natural da vida. “Acreditamos que reduzir o lixo é ampliar a vida, e é isso que move o nosso trabalho: inspirar mudanças reais, a partir do território, rumo a um modelo de convivência em que nada se perde e tudo se transforma”, completa Adriana.
Fonte: CicloVivo
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