
21/10/2025
Os níveis de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera atingiram um recorde histórico em 2024, segundo o Boletim de Gases de Efeito Estufa da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O aumento contínuo das emissões coloca o planeta em uma trajetória perigosa de aquecimento global a longo prazo.
De acordo com o boletim, os principais fatores para esse aumento são:
✣ Emissões contínuas de CO₂ causadas por atividades humanas, como uso de combustíveis fósseis;
✣ Crescimento de incêndios florestais, especialmente em regiões como a Amazônia;
✣ Redução dos sumidouros de carbono naturais, como ecossistemas terrestres e oceânicos.
Os dados revelam que entre 2023 e 2024, a concentração de CO₂ na atmosfera aumentou 3,5 partes por milhão (ppm): o maior crescimento anual desde o início das medições modernas em 1957.
Para comparação:
◊ 1960: aumento médio de 0,8 ppm por ano;
◊ 2011 a 2020: média de 2,4 ppm por ano;
◊ 2024: aumento de 3,5 ppm, atingindo 423,9 ppm.
Em 2004, esse número era de 377,1 ppm, mostrando uma tendência preocupante nas últimas décadas.
Segundo Oksana Tarasova, coordenadora do boletim da OMM, os sumidouros naturais, como oceanos e a biosfera terrestre, absorvem aproximadamente 50% das emissões de CO₂. No entanto, eventos extremos como o El Niño e o aumento das temperaturas têm reduzido a eficácia desses sumidouros.
Em 2024, o impacto do El Niño e os incêndios florestais contribuíram para:
▻ Redução na absorção de CO₂ pelos oceanos;
▻ Aumento das emissões devido à queima de vegetação, principalmente na Floresta Amazônica e no sul da África.
Conclua a leitura desta reportagem clicando no CicloVivo
Obras de contenção de encostas e enchentes no Rio tem cronograma acelerado por causa dos efeitos do El Niño
21/07/2026
Recife vai criar modelo de coleta e reciclagem de embalagens
21/07/2026
Amazônia fecha 1º semestre com menor desmatamento em 10 anos
21/07/2026
Amazônia pode não se recuperar de seca do último El Niño mesmo após sete anos, diz estudo
21/07/2026
Inverno transforma o comportamento da fauna brasileira
21/07/2026
Agenda 2030: longe das metas, perto das cidades
21/07/2026
