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Mudança climática gera inovações; veja dez tecnologias emergentes que podem fazer diferença

21/10/2025

Inovação e destruição criativa, a superação de uma tecnologia por outra, foram os temas que nortearam o último Nobel de Economia. Para um dos ganhadores deste ano, o francês Philippe Aghion, tais processos são "a maior esperança diante da crise climática".
Porém é preciso combater a inércia de quem trabalha com combustíveis fósseis e outras práticas que aceleram o aquecimento global. "Empresas que inovaram em tecnologias sujas no passado tendem a continuar inovando em tecnologias sujas no futuro."
É preciso a intervenção do governo, dos mercados ou da sociedade para redirecionar as mudanças técnicas em velocidade e escala necessárias para a recuperação dos limites planetários —7 dos 9 sistemas de manutenção da vida na Terra estão em nível crítico.
Conheça dez tecnologias que podem fazer diferença e o que falta para se tornarem parte do dia a dia. A lista foi elaborada por um júri de cem especialistas do Frontiers Planet Prize, iniciativa liderada pelo Instituto Potsdam de Pesquisa do Impacto Climático e pelo Fórum Econômico Mundial.

1. Fermentação de precisão
Um terço do consumo de proteínas no mundo é atualmente sustentado pela pecuária, atividade com grande impacto ambiental. Fermentação de precisão é uma tecnologia desenvolvida para gerar proteínas idênticas ou quase idênticas às obtidas a partir de animais utilizando micróbios.Leveduras, fungos ou bactérias são otimizados por meio de modificação do DNA para produzir proteínas específicas e outras moléculas de alto valor. Os micróbios otimizados convertem matérias-primas simples, como o açúcar, em produtos como caseína, whey, produtos plant-based, cosméticos e materiais.
* O que falta: regulação; políticas para tornar a produção mais acessível e justa.
* Ganhos: reduz as emissões de metano e CO²; menor necessidade de terra para pasto, para produção de grãos para ração e de uso de fertilizantes.

2. Amônia verde
A agricultura moderna depende de fertilizantes à base de amônia, mas a síntese convencional de amônia consome até 2% da energia global e gera mais emissões do que qualquer outro processo químico.
Alternativas usam o processo tradicional, Haber-Bosch, mas substituem o hidrogênio fóssil por hidrogênio verde, produzido com eletricidade renovável. Já outras técnicas ignoram completamente o Haber-Bosch, usando no lugar eletricidade, luz solar e micróbios para converter nitrogênio.
* O que falta: políticas nacionais, normas de aquisição e licenciamento; investimento firme e de longo prazo no avanço tecnológico.
* Ganhos: elimina o uso de combustíveis fósseis na produção de hidrogênio; reduz emissões de CO²; permite produção descentralizada de fertilizantes.

3. Reaproveitamento automatizado de resíduos alimentares
Avanços recentes em automação, reconhecimento de imagem e classificação de resíduos, impulsionados por inteligência artificial, estão facilitando a separação de restos de alimentos no lixo, permitindo a recuperação em grande escala para compostagem, produção de biogás e reaproveitamento.
Sistemas de triagem automatizados, se popularizados, podem revolucionar a indústria de gestão de resíduos.
* O que falta: sem políticas consistentes e investimento público, os sistemas podem permanecer limitados a programas-piloto e a municípios de alta renda.
* Ganhos: reduz as emissões de metano; menor uso de fertilizantes; otimiza o uso do solo; limita a contaminação de poluentes em aterros sanitários.

A reportagem na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo

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