UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Lixo cria ´rochas de plástico´ e ameaça arquipélago quase inabitado mais distante da costa brasileira

14/10/2025

Pesquisadores descobriram que rochas feitas de plástico na Ilha de Trindade, o ponto mais distante e isolado do Brasil, estão se espalhando. Agora, fragmentos dessas rochas chegaram a ninhos de tartarugas-verdes. O local é a maior área de desova dessa espécie no país.
As "rochas de plástico" foram descobertas em uma pesquisa inédita iniciada em 2019. Elas são formadas, principalmente, por fragmentos de cordas de pesca que se fixaram na superfície da ilha. Mas também por restos de borracha, por exemplo.
A ilha é um paraíso quase inabitado e fechado ao turismo, ainda assim, sofre com a poluição ambiental. Além das cordas impregnadas nas pedras, sapatos, vidros, madeiras, garrafas com rótulos asiáticos e diversos tipos de plásticos podem ser vistos em vários pontos de Trindade. Lixo levado à ilha pelas correntes marítimas. Na última ação de coleta, foram retirados cerca de 300 kg de lixo da ilha.


🏝️ A Ilha da Trindade fica a 1.160 quilômetros da costa e é uma Área de Proteção Ambiental (APA). O acesso é controlado pela Marinha, e o local abriga até 46 pessoas, entre militares e pesquisadores, que ficam períodos de até 4 meses. Para chegar à ilha são 4 dias de viagem em um navio de guerra da Marinha.

🌊 Trindade faz parte de uma cadeia de montes submarinos vulcânicos chamada Vitória-Trindade, que termina na Ilha de Martin Vaz. Juntas, Trindade e Martin Vaz formam um arquipélago que é o ponto mais afastado do litoral brasileiro. O local abriga grande biodiversidade e possui espécies que só existem lá.

Após descobrirem a existência dessas rochas de plástico, os pesquisadores detectaram agora que elas estão aumentando de tamanho e atingindo novas áreas. Fragmentos foram encontrados junto a ninhos das tartarugas, comuns no arquipélago.
Os especialistas vão analisar como esse plástico pode interferir no ecossistema local, como os resíduos impactam a reprodução e a vida desses animais.
"Nós conseguimos observar que essas rochas estão se espalhando e se depositando, sendo soterradas, enterradas, até chegar aos ninhos de tartaruga. Nossa descoberta evidencia que a poluição plástica já penetrou não apenas os ecossistemas marinhos", disse a pesquisadora da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Universidade de Western (Canadá), Fernanda Avelar.
A ideia é analisar alguns efeitos práticos na saúde desses animais, como, por exemplo, a possível ingestão de plástico pelas tartarugas e até a mortalidade delas.

Termine de ler esta matéria acessando o g1

Novidades

Mudanças climáticas ameaçam o futuro dos Jogos Olímpicos de Inverno

05/02/2026

Você já imaginou que o futuro dos Jogos Olímpicos de Inverno pode estar ameaçado? Quem levanta esse ...

Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem

05/02/2026

"Eles conseguem vasculhar uma área do tamanho de uma quadra de tênis em cerca de 20 minutos, enquant...

Cientistas usam cópia digital da Terra para aprimorar previsões climáticas

05/02/2026

Cientistas na Europa estão criando uma simulação computacional sem precedentes da atmosfera, dos oce...

Rara água-viva fantasma gigante é registrada no fundo do mar da Argentina

05/02/2026

Pesquisadores que participavam de uma expedição científica sobre o fundo do mar da Argentina fizeram...

Missão científica que seria pioneira no estudo do derretimento de geleira fracassa na Antártida

05/02/2026

Uma tentativa ousada de estudar a geleira Thwaites na Antártida, que está derretendo rapidamente, fr...