
11/09/2025
O americano médio emite quase três vezes mais gases de efeito estufa do que a média global.
Hoje, cada cidadão dos Estados Unidos responde por cerca de 14,2 toneladas de CO₂ ao ano, contra 4,8 toneladas da média mundial.
Esse padrão de consumo e emissões se mantém há décadas.
Para tentar reverter esse quadro, o país voltou ao Acordo de Paris em 2021, no governo Joe Biden, e assumiu uma meta considerada ambiciosa: cortar em até 52% suas emissões até 2030.
Mas em 2025, já sob Donald Trump, a Casa Branca pediu a saída do acordo novamente, decisão que só deve valer oficialmente a partir de janeiro de 2026.
Enquanto isso, vários estados e empresas já afirmaram que vão manter seus compromissos climáticos por conta própria.
O recuo também se refletiu na diplomacia. Pela primeira vez em três décadas, os EUA ficaram de fora das negociações do clima em Bonn, na Alemanha.
A ausência aumentou a incerteza sobre a participação da delegação americana na COP30, marcada para novembro em Belém (PA).
No plano interno, o quadro não é menos turbulento. Só em 2025, mais de 30 políticas ambientais foram desmontadas, incluindo limites de poluição para usinas a carvão, metas de eficiência para veículos e incentivos a carros elétricos.
Ao mesmo tempo, governos estaduais, cidades e empresas seguem avançando em outra direção, com investimentos em energia limpa, transporte sustentável e compromissos locais de redução de emissões.
Esse contraste explica por que especialistas descrevem o papel dos EUA na crise climática como paradoxal.
De um lado, o país carrega um dos maiores impactos históricos e segue sendo peça-chave no financiamento e no desenvolvimento de tecnologias verdes.
De outro, envia sinais de retrocesso que fragilizam a confiança internacional.
A dúvida agora é qual dessas forças vai prevalecer nos próximos anos.
Fonte: g1
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