
28/08/2025
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e a Petrobras concluíram nesta quarta-feira (27) o simulado da perfuração do primeiro poço petrolífero em águas profundas na bacia Foz do Amazonas.
O teste é considerado pela Petrobras a última etapa antes da licença ambiental do poço, aguardada com expectativa pela indústria do petróleo e alvo de protestos de organizações ambientalistas. A estatal disse, em nota, que espera "a manifestação do Ibama sobre os próximos passos".
O Ibama, por sua vez, afirmou que está desmobilizando suas equipes e prevê para os próximos dias a análise dos resultados dos diversos postos de observação da avaliação.
"Somente após a conclusão dessa análise, será elaborado um relatório técnico sobre a exequibilidade (ou não) do Plano de Emergência Individual (PEI) proposto pela empresa empreendedora. Não há prazo previsto para a conclusão dessa etapa", disse o órgão ambiental, em nota.
O simulado, iniciado no domingo (24), durou quatro dias. Segundo a estatal, foram mobilizadas cerca de 400 pessoas. O objetivo foi testar a eficiência plano de emergência proposto pela companhia em caso de vazamento de óleo durante a perfuração.
Esse plano define a estrutura de resposta, com procedimentos de contenção e recolhimento de óleo e de proteção e atendimento a animais atingidos por um possível vazamento.
A Petrobras mobilizou seis embarcações de contenção e recolhimento de óleo, seis embarcações para monitoramento, resgate e atendimento à fauna e três aeronaves, além de dois centros de atendimento a animais atingidos por petróleo, um em Belém e outro em Oiapoque (AP).
Localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá, o poço batizado de Morpho será perfurado, segundo a Petrobras, em uma lâmina d´água de 2.800 metros, se tornando um dos poços em águas mais profundas do país —a companhia já perfurou a pouco menos de 3.000 metros na bacia Sergipe-Alagoas.
O poço Morpho, porém, foi o primeiro em águas ultraprofundas na bacia Foz do Amazonas, que tem correntes marítimas e condições climáticas diferentes da costa do Atlântico, onde estão hoje as principais reservas de petróleo brasileiras.
A preocupação é intensificada pela elevada sensibilidade ambiental da região, cuja costa tem manguezais considerados de grande importância tanto para a biodiversidade quanto pelo seu potencial de retenção de carbono.
Fonte: Folha de S. Paulo
Obras de contenção de encostas e enchentes no Rio tem cronograma acelerado por causa dos efeitos do El Niño
21/07/2026
Recife vai criar modelo de coleta e reciclagem de embalagens
21/07/2026
Amazônia fecha 1º semestre com menor desmatamento em 10 anos
21/07/2026
Amazônia pode não se recuperar de seca do último El Niño mesmo após sete anos, diz estudo
21/07/2026
Inverno transforma o comportamento da fauna brasileira
21/07/2026
Agenda 2030: longe das metas, perto das cidades
21/07/2026
