
01/04/2025
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, criticou neste sábado (29), em Paris, as mudanças "inaceitáveis" do governo de Donald Trump contra a ciência e a liberdade de expressão, mas disse que sua capacidade de deter "a revolução da sustentabilidade" será "limitada".
"Não quero diminuir a importância das dificuldades que a nova administração americana representa, que [ela] é muito hostil a tudo o que pode nos ajudar a resolver a crise climática", afirmou Gore durante entrevista com jornalistas.
"Mas acho que sua capacidade de atrasar a revolução da sustentabilidade é limitada", acrescentou o prêmio Nobel da Paz, mais envolvido do que nunca na luta contra a mudança climática.
"Acredito que há uma grande roda que gira inevitavelmente na direção certa, e que há um certo número de pequenas rodas que giram na direção errada. Mas acho que será a grande roda que vai vencer", disse o ex-vice-presidente democrata.
Gore, no entanto, declarou que evita alimentar um "otimismo tóxico" em tempos "difíceis".
Diante dos questionamentos à ciência e da destruição de bases de dados, Gore qualificou de "muito preocupante" a ofensiva da administração Trump contra os cientistas e as universidades nos Estados Unidos, em especial o que ocorre em Columbia.
Também qualificou de "inaceitável" a prisão de uma estudante turca na Universidade Tufts, com vistas à sua deportação, que é questionada por expressar suas "opiniões" sobre como a instituição lidou com os protestos pela guerra em Gaza.
Também disse estar "muito preocupado" após a condenação, há alguns dias, da ONG Greenpeace a pagar uma enorme soma a uma empresa de energia americana.
Gore diz que, embora "a indústria dos combustíveis fósseis seja de longe o lobby comercial mais rico e mais poderoso da história do mundo", o avanço das energias "renováveis vai continuar".
"Já estamos vendo muitas ordens executivas de Donald Trump sendo anuladas pelos tribunais. E para aqueles que se preocupam com a possibilidade de vê-lo desobedecer às decisões judiciais, digo que, no final das contas, é improvável" que ele faça isso, disse Gore.
O ex-vice-presidente americano destacou o apego da opinião pública americana, "tanto dos republicanos quanto dos democratas", ao "Estado de Direito e à necessidade de que os representantes do governo, inclusive o presidente, obedeçam às ordens da Justiça Federal.
Fonte: Folha de S. Paulo

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