
03/02/2022
O amanhecer no Rio de janeiro costuma maravilhar muita gente. Nos últimos dias, porém, cariocas e turistas ganharam mais um motivo para se deslumbrar como o nascer do sol. No lugar do amarelo e do laranja, o céu acordou com um inusitado tom de rosa que surpreendeu pela beleza. Registrado também em Salvador (BA), a razão do fenômeno, contundo, tem a ver com a poluição.
Quem explica é o meteorologista Marcio Cataldi, professor da UFF (Univ. Federal Fluminense). Segundo ele, há 02 hipóteses para a mudança de tom. A primeira tem a ver com partículas da erupção de um vulcão em Tonga, na Oceania, que teriam chegado ao Rio. Iluminadas pela radiação do sol, elas teriam colorido de rosa o céu.
No dia 15/01, a erupção do Hunga Tonga-Hunga Ha´api causou tsunamis na capital do país, Nukualofa, no Japão e na Samoa Americana.
O fenômeno durou oito minutos e foi tão forte que o som foi ouvido "como um trovão distante" a mais de 800 km de distância, disseram autoridades das ilhas Fiji. Em Tonga, a população fugiu para lugares mais altos, enquanto casas eram destruídas pela água.
O especialista, no entanto, diz que a mudança de tom também pode ter sido produzida também pela concentração na atmosfera do ozônio, um poluente que traz prejuízos à saúde. Segundo ele, não é a primeira vez que isso acontece no céu do Rio.
"Quando a gente tem muita concentração de ozônio e dias de muito calor, acaba criando um ar descendente que aprisiona o ozônio e faz com que ele não consiga se dispersar", explica o meteorologista, acrescentando que o tom rosado é efeito da presença desse poluente.
A reportagem na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo
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