
10/12/2020
O Parque da Catacumba, na Lagoa, está de cara nova. A revitalização tocada pelo projeto Revitaliza Rio — que revitaliza logradouros públicos abandonados ou degradados — recuperou e restaurou 32 esculturas do parque público, refez e limpou os jardins e instalou um parque infantil e academia para terceira idade no local, alem de reformar a sede e instalar novas placas de sinalização.
Na primeira fase do projeto, que começou em maio, foi feito plantio de mudas de espécies nativas, a reconstituição das áreas verdes próximas aos locais de uso público, a recuperação do projeto original do gramado e a identificação das árvores frutíferas e das espécies naturais existentes no parque. Depois, veio o processo técnico de restauro das obras de arte, como “Estrutura”, de Sérgio Camargo; “Estrutura em Diagonal ou Flor de Cactos”, de Franz Weissmann; e “Medida do Tempo/Ampulheta”, de Frans Krajcberg. Todas receberam novas placas com legendas de identificação e, à exemplo dos museus modernos ao redor do mundo, um QR Code que leva para textos explicativos da curadora e historiadora Vanda Klabin sobre a escultura em questão.
— A gente quis dar mais informação para o visitante, porque ele vê a obra e pode não saber que é de um artista emblemático. Então por que não ter mais informação? Isso engrandece muito a visita — disse Lilian Pieroni, da Carioca DNA, que criou a ação junto do Instituto Carioca Cidade Criativa (ICCC).
Única edificação existente no parque, o Pavilhão Victor Brecheret, que tem projeto arquitetônico de Carlos Porto e Leila Beatriz Silveira, também foi reformado. As madeiras quie formam o guarda-copo da trilha também foram reformadas.
— Antes, tudo estava muito ruim, o paisagismo tinha desaparecido. Era tanto mato em cima das obras que você nem as via mais. Agora, a gente conseguiu retornar até com o projeto original do gramadão — relatou Pieroni.
O mesmo projeto também está recuperando o Portão do Parque Guinle, em Laranjeiras, que passou por uma grande restauração. Ele deve ser entregue no fim do mês. O portal monumental histórico que é o pórtico de entrada do Parque Guinle foi fabricado na fundição Schwartz & Meurer, em Paris, e adquirido, em 1911, por Eduardo Guinle para ser o portal do palacete, construído entre 1910 e 1913, que servia como residência de sua família.
A recuperação do Parque da Catacumba e do portão do Parque Guinle vão custar R$ 2,3 milhão ao projeto.
Fonte: O Globo
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