
10/12/2020
"Eu fiquei muito satisfeito quando eu descobri que ela é uma grande campeã. Fiquei muito satisfeito", disse o agricultor Manoel de Jesus, dono do assentamento que abriga, na Bahia, uma árvore Pau-Brasil com mais de 500 anos e 7,13 metros de circunferência. Segundo postagem do botânico Ricardo Cardim, que fez a medição da árvore, se trata do maior Pau-Brasil do país.
A árvore fica no assentamento de mesmo nome, às margens da BR-101, localizado na cidade de Itamaraju, sul do estado.
A árvore foi descoberta em novembro. Antes desse registro, o botânico Ricardo Cardim já havia catalogado, em 2018, outro Pau-Brasil na mesma cidade, que até então era o maior do país. A árvore tinha 4, 30 metros de circunferência.
Orgulhoso, o agricultor Manoel de Jesus não esconde a felicidade ao saber da marca histórica da árvore. O Pau-Brasil foi descoberto após Manoel de Jesus falar com um guia turístico sobre esta outra árvore, que era ainda maior do que a registrada em 2018.
"Eu tenho um ´tesourinho verde´ da natureza", brincou o agricultor.
O botânico Ricardo, que esteve no local para ver a árvore, comentou sobre a descoberta na redes sociais, e disse que é raro encontrar um espécime com essa idade.
"Descobrimos o maior Pau-Brasil do país! Uma árvore de proporções e aparente idade até então desconhecidas para a espécie. A árvore que batizou o país foi praticamente dizimada ao longo de cinco séculos de exploração predatória para produção de tintura vermelha e posteriormente arcos de violino. O Pau-Brasil desapareceu da Mata Atlântica, onde ocorre exclusivamente, e os poucos exemplares hoje sobreviventes são jovens e pequenos", disse o Ricardo Cardim.
O botânico ainda falou das proporções da árvore encontrada no assentamento de seu Manoel.
"Dia 22 de novembro último, nossa expedição registrou junto aos moradores locais uma enorme, quase o dobro da atual campeã, uma árvore de proporções inacreditáveis e que não existem registros conhecidos históricos ou atuais de maior. Esse Pau-Brasil gigante, com 7,13 metros de circunferência, tem possivelmente mais de 500 anos de vida e sobreviveu a destruição de 88% da Mata Atlântica", acrescentou.
Segundo o botânico, trata-se de descoberta inédita. "Uma árvore única e extremamente ameaçada e vulnerável, que precisa ser conhecida e divulgada como patrimônio mundial", concluiu.
Fonte: G1
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