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As revelações do primeiro mapa global de abelhas (e por que é tão importante)

26/11/2020

Cientistas conseguiram, pela primeira vez, mapear a distribuição das 20 mil espécies de abelhas que existem no mundo.
O novo mapa global ajudará na conservação dos insetos dos quais a humanidade depende para a polinização das plantações, afirmam pesquisadores de Singapura e da China.
As abelhas enfrentam uma enorme pressão sobre o número de sua população devido à perda de habitat e uso de pesticidas.
No entanto, pouco se sabe sobre a variedade de espécies que vivem em todos os continentes, exceto na Antártida: desde as minúsculas abelhas sem ferrão até algumas do tamanho de um polegar.
As abelhas fornecem serviços essenciais para nossos ecossistemas e são os principais polinizadores de muitos de nossos alimentos básicos.
No entanto, até agora, não tínhamos dados para mostrar onde estava a maioria das espécies, diz Alice Hughes, da Academia Chinesa de Ciências em Yunnan.
"Aqui combinamos milhões de registros para criarmos os primeiros mapas da riqueza global das abelhas. E entendermos por que vemos esses padrões", explica à BBC.
"Esses mapas e nosso quadro de referência podem formar a base para trabalhos futuros, permitindo-nos compreender melhor os padrões de riqueza das abelhas e garantir que sejam conservadas de maneira efetiva no futuro."
Algumas espécies de abelhas, como os zangões, em regiões como a Europa e América do Norte, são bem estudadas.
Mas em outras regiões, como grande parte da Ásia e da África, a documentação é escassa.
Embora ainda haja muito a ser aprendido sobre o que impulsiona a diversidade das abelhas, a equipe de pesquisa espera que seu trabalho ajude a conservar as abelhas como polinizadores globais.
"Ao estabelecer uma linha de base mais confiável, podemos mapear com mais precisão o declínio das abelhas e distinguir melhor as áreas menos adequadas para as abelhas de áreas onde elas deveriam prosperar, mas foram reduzidas por ameaças como pesticidas, perda de habitat natural e pastoreio excessivo", diz John Ascher, da Universidade Nacional de Cingapura.

Quer saber como o mapa foi feito? Então acesse o G1

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