
12/11/2020
Ele tem só dois centímetros, mas a sua redescoberta na mata do Estado do Rio tem peso de ouro. Pesquisadores do Museu Nacional e do Instituto de Biologia da UFRJ acabam de comprovar que um sapinho dourado encontrado numa trilha da Área de Proteção Ambiental Estadual de Macaé de Cima é o Brachycephalus bufonoides — ou simplesmente pingo-de-ouro —, que não era visto por cientistas há mais de cem anos. Havia a hipótese de que a espécie, que pertence a um grupo de sapos miniaturizados, estava extinta.
A redescoberta, que acaba de ser publicada em artigo na revista científica Zootaxa, da Nova Zelândia, emocionou pesquisadores e foi recebida com festa pela direção e por frequentadores da APA Macaé de Cima. Entre os motivos, está a de que a presença desse bichinho do tamanho de uma unha, extremamente sensível, é um indicador de preservação daquela floresta. Ele foi encontrado num ponto da trilha da Serra Queimada, em Lumiar, área pertencente a Nova Friburgo, a cerca de 1.100 metros de altitude.
— A gente o encontrou em 2015. Mas depois houve o trabalho de anatomia pesada e de visita a coleções, além do tempo para a publicação do artigo, que só saiu agora — explica José Pombal, professor do Museu Nacional e curador das coleções de anfíbios da instituição.
Baixe o .pdf da matéria na íntegra no nosso 4Shared
Fonte: O Globo
Obras de contenção de encostas e enchentes no Rio tem cronograma acelerado por causa dos efeitos do El Niño
21/07/2026
Recife vai criar modelo de coleta e reciclagem de embalagens
21/07/2026
Amazônia fecha 1º semestre com menor desmatamento em 10 anos
21/07/2026
Amazônia pode não se recuperar de seca do último El Niño mesmo após sete anos, diz estudo
21/07/2026
Inverno transforma o comportamento da fauna brasileira
21/07/2026
Agenda 2030: longe das metas, perto das cidades
21/07/2026
