
10/11/2020
O Zoológico de Bauru (SP) anunciou na última sexta-feira (6) a morte do tigre-de-bengala conhecido como Chorão, aos 19 anos de idade. Ele era o único animal da espécie no parque da cidade.
Considerado idoso para os padrões da espécie, o felino não resistiu às complicações de várias doenças e precisou ser submetido ao processo de eutanásia.
Nas redes sociais do parque, funcionários e tratadores do Chorão postaram uma mensagem emocionada de despedida ao felino com quem conviveram por 14 anos no parque de Bauru.
“É com muito pesar e respeito que comunicamos à comunidade e aos nossos visitantes que foi feito tudo que estava ao alcance do Zoo para oferecer qualidade de vida ao nosso tigre, mas infelizmente, com a idade e devido aos problemas de saúde, nos despedimos saudosos de nosso querido Chorão!”, diz a postagem.
Chorão nasceu no Zoológico de Sorocaba (SP) e foi transferido para o parque bauruense em 2006, onde morou por 14 anos.
Em 2018, após passar por exames veterinários específicos, foi diagnosticado com desgastes nas articulações e na coluna, além de gastrite e uma insuficiência renal irreversível, progressiva e sem cura.
Durante esses exames, uma equipe de veterinários da Unesp de Botucatu realizou implantes de ouro em suas articulações e ozônioterapia, procedimentos que lhe garantiram poder caminhar com menos dificuldade e se alimentar melhor.
Desde então, o felino tomava medicamentos específicos para suas doenças, que eram oferecidos em sua alimentação.
Porém, na segunda quinzena de outubro, tratadores notaram queda sensível no seu estado de saúde, com dificuldade extrema para caminhar e já ficando indiferente à alimentação.
Com isso, a equipe veterinária do Zoológico de Bauru optou pela eutanásia, procedimento realizado mediante anestesia profunda no último dia 28 de outubro.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 97% dos tigres selvagens desapareceram nos últimos 100 anos. Atualmente, apenas 3 mil exemplares estão vivos em seu habitat natural, localizado na Ásia.
Segundo informações do Zoo, a estimativa de vida para a espécie em vida livre é de 12 anos e em espaços de conservação, sob cuidados humanos, de 20 anos.
Fonte: G1
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