UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Pesquisadores já avaliam formas de recuperar o Pantanal de MS após queimadas

10/11/2020

Pesquisadores brasileiros estão avaliando o tamanho dos danos provocados pelas queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul, e as formas de recuperar a fauna e a flora do bioma.
Um dos esforços é tentar identificar os locais onde as sementes das plantas permanecem viáveis sob o solo, e onde elas foram destruídas.
"Nós não sabemos ainda [onde houve destruição das sementes]. Depende muito da quantidade de combustível e o tempo de residência desse fogo. Se não tiver esses bancos de sementes, essas riquezas, não adianta chover. Se realmente foi afetado, não vai ter esse retorno. ", diz a pesquisadora da Embrapa Pantanal, Sandra Aparecida.
“Nós temos que buscar formas de recuperação do Pantanal. Por isso, é muito importante saber como era antes e tentar trabalhar com o que a gente trabalha no Pantanal, que é a resiliência adaptativa. A resiliência é quando buscamos que o ambiente volte o que era antes", acrescenta.
Na Serra do Amolar, uma das mais belas paisagens do Pantanal de MS, o fogo foi impiedoso e queimou 70% da área que servia de refúgio para muitas espécies de animais, durante o período de cheias.
Mas, por lá, os pesquisadores do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) coordenam um estudo para avaliar a região, e já planejam reflorestar o local
“Nós verificamos onde o fogo foi considerado de intensidade alta ou média, e quão rápido foi o aumento dessa temperatura até chegar no solo. Isso impacta diretamente no banco de semente", diz o biólogo Nilson Lino Xavier Filho.
"Mas nos locais em que a gente fez a visita técnica, percebemos que o fogo não foi subterrâneo. Ele queimou apenas a parte superficial do solo e queimou as plantas mais herbáceas, arbustos. Então ele não chegou a atingir as raízes. Isso é um ponto positivo, ela vai rebrotar", diz o biólogo Nilson Lino Xavier Filho.
A fauna tem um papel fundamental no processo de reestruturação do Pantanal. E, para isso, os veterinários do IHP estão fazendo um trabalho de "formiguinha", ao atender os animais nas áreas mais afetadas e levando alimentos.
Estima-se que mais de 11 milhões de animais tenham morrido durante os incêndios. E os que sobreviveram começam, aos poucos, a retornar para as suas áreas.
“Ainda existem, em todas as áreas que foram impactadas pelo fogo, as ilhas verdes. Nós já conseguimos acessar algumas delas e vemos uma aglomeração de espécies que, geralmente, não estão juntas, como, por exemplo, primatas de três espécies diferentes ocupando a mesma árvore. Aos poucos nós já observamos que eles voltando a ocupar as áreas afetadas pelo fogo", diz o veterinário do IHP, Diego Viana.

Assista ao vídeo da reportagem no G1

Novidades

Obras de contenção de encostas e enchentes no Rio tem cronograma acelerado por causa dos efeitos do El Niño

21/07/2026

Algumas das obras estruturais realizadas pela Prefeitura do Rio tiveram o cronograma acelerado como ...

Recife vai criar modelo de coleta e reciclagem de embalagens

21/07/2026

O Recife passa a ocupar uma posição estratégica na transição para a economia circular no Brasil. Uma...

Amazônia fecha 1º semestre com menor desmatamento em 10 anos

21/07/2026

Os alertas de desmatamento na Amazônia, no primeiro semestre de 2026, apontam para uma tendência ani...

Amazônia pode não se recuperar de seca do último El Niño mesmo após sete anos, diz estudo

21/07/2026

Dois anos após as secas históricas na amazônia, um novo El Niño volta a ameaçar a floresta. A mata n...