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Onda de calor pode provocar hipertermia; saiba o que é a condição e como se prevenir

22/10/2020

As ondas de calor que estão atingindo várias partes do Brasil estão deixando as pessoas de cabeça quente. Os efeitos de toda essa quentura podem provocar uma hipertermia, condição caracterizada pelo aumento descontrolado da temperatura do corpo. Caso a temperatura ultrapasse os 40°C, pode haver graves consequências graves para a pessoa.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chegou a emitir um alerta para o perigo de morte por hipertermia para algumas regiões dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, além do Distrito Federal. O Rio de Janeiro foi classificado pelo como “perigo potencial”, a terceira classificação de onda de calor numa escala de quatro.
— Nosso organismo é programado para funcionar numa faixa de temperatura. Quando a temperatura aumenta por causa de febre (quando há agente infeccioso) ou por hipertermia, as proteínas e enzimas do corpo se desnaturam, ou seja, perdem a sua forma, e também a sua função. Mesmo que o corpo chegue a 39°C, ele funciona ainda, pois o nosso mecanismo regulador consegue diminuir a temperatura. Quando alcança 40°C, pode chegar ao coma e, com 42°C, a pessoa morre — explica Ana Sodré, médica clínico geral.
Não é apenas a exposição direta ao sol que provoca a hipertermia: permanecer em ambientes fechados, quentes e com pouca circulação de ar também pode provocar a condição. Os principais sintomas são a interrupção da sudorese (por falta de líquido no corpo) após suar demais, aceleração dos batimentos cardíacos, sede em excesso, sensação de queda de pressão, tontura e confusão mental, podendo chegar ao desmaio.
— Ao identificar alguém nessas condições, é preciso diminuir imediatamente a temperatura corporal dela. Isso pode ser feito levando a pessoa para um ambiente mais fresco e enrolando-a em uma toalha encharcada. Só dê água ou outro líquido após diminuir a temperatura, pois, se ela estiver muito quente, pode acabar vomitando — orienta o médico clínico geral Luis Fernando Correia.
Outro problema que pode ser provocado pela exposição ao calor excessivo é a desidratação. Por isso, nos dias mais quentes, é imprescindível manter-se bem hidratado.
— A melhor maneira de avaliar o nível de hidratação da pessoa é analisando a cor do xixi. O ideal é que ele esteja com uma coloração amarelo claro. Se ele estiver alaranjado significa que está muito concentrado, o que pode indicar hidratação baixa — afirma a nutróloga Adilia Altgauzen, do grupo Iron.
Os idosos e as crianças são os grupos mais vulneráveis à desidratação. Isso ocorre porque o sistema de regulação da temperatura corporal de seus organismos não está muito apurado. Por isso, eles precisam de mais atenção na hidratação. Cabe aos responsáveis por eles oferecer, constantemente, água fresca.
Profissionais que trabalham em ambientes abafados e quentes, como ônibus sem ar-condicionado ou debaixo do sol, como os garis e os camelôs, precisam tomar, em média, um litro de água por hora para não se desidratar.
Se você observar que uma pessoa exposta ao calor excessivo desmaiou, resfrie o corpo dela e acione o Samu (192).

Saiba como se proteger acessando o Jornal Extra

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