UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Sementes da China: 24 pacotes já foram recolhidos no RJ

06/10/2020

Pacotes de sementes que seriam enviados da China já foram recolhidos no Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, desde a última semana de setembro, 24 embalagens de sementes suspeitas chegaram a ser apreendidas. Ao todo, foram realizadas quatro notificações na capital, 19 em Niterói e uma em Cantagalo, na Região Serrana, e todos os itens encaminhados para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia (GO).
A recomendação das autoridades é para que os pacotes não sejam abertos e que casos suspeitos sejam informados imediatamente aos canais oficiais dos órgãos estadual e federal. Como ainda não há informações suficientes sobre os componentes das sementes, há risco de introdução de espécies vegetais exóticas que promovam algum tipo de desequilíbrio em um novo ambiente, ou ainda a introdução de pragas e doenças inexistentes no território brasileiro.
— As sementes não devem ser manuseadas, plantadas e descartadas no lixo comum. É preciso contatar o ministério ou a Defesa Agropecuária estadual para realizarem o recolhimento do material e envio ao laboratório para análise. É fundamental estar atento aos possíveis riscos oferecidos, especialmente por materiais de propagação vegetal — ressaltou o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz.
Para comunicar às autoridades sobre o recebimento de pacotes com sementes vindos do exterior, basta entrar em contato como Ministério da Agricultura pelo WhatsApp (21) 98164-2632 ou enviar um e-mail para o endereço gab-rj@agricultura.gov.br. A Defesa Pecuária do Rio pode ser contactada no telefone (21) 3607-6035 ou pelo e-mail: sda@agricultura.rj.gov.br.
Há suspeita de que as sementes estão relacionadas a prática de brushing, um tipo de fraude no comércio eletrônico. A estratégia tem como objetivo burlar o ranqueamento em sites de comércio eletrônico que funcionam como marketplace, ou seja, quando um único portal oferece produtos de muitas lojas diferentes. É o caso da Amazon e do Aliexpress, por exemplo.
Nesses sites, o número de encomendas é um importante fator de ranqueamento para os vendedores, assim como os comentários sobre as mercadorias. A fraude funciona assim: um vendedor pega dados na internet de uma determinada pessoa e cria uma conta falsa no nome dela. Em seguida, compra um produto seu na loja virtual e despacha a mercadoria para o “cliente fantasma”. Como esse "cliente" tem um endereço real, a ordem de pagamento é validada.
Muitas vezes os pacotes vão vazios ou com produtos de pouco valor, como sementes. Além de inflar artificialmente a venda de seus produtos, o vendedor ainda pode deixar um comentário positivo no site, melhorando sua reputação.

Fonte: O Globo

Novidades

Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito

23/07/2026

Julho é o mês dedicado à proteção dos manguezais, que funcionam como berçário de diversas espécies, ...

Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti

23/07/2026

Símbolo da Amazônia e uma das maiores árvores da floresta, a castanheira-da-amazônia (Bertholletia e...

10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas

23/07/2026

Entre os dias 22 e 25 de julho, quem vive na cidade de São Paulo pode realizar a troca das suas lâmp...

Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos

23/07/2026

Uma nova espécie de cobra que viveu onde hoje é o interior de São Paulo entre 85 milhões e 75 milhõe...

Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis

23/07/2026

Em uma região rural de Florianópolis, o aparecimento de anfíbios grandes, esverdeados e de coaxar ba...