
03/09/2020
Com o Programa Cientista-Chefe Meio Ambiente, a ser lançado na próxima sexta-feira (4), a flora e fauna cearense com risco de extinção serão catalogadas em uma parceria de pesquisadores universitários do Estado e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). O chamado “Livro Vermelho” é um dos projetos a ser desenvolvido no programa financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).
A catalogação deve ocorrer principalmente com a fauna e flora terrestres, mas deve incluir também os peixes e mamíferos marinhos, segundo o professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Programa Cientista-Chefe Meio Ambiente, Marcelo Soares.
Como objetivo principal, a parceria busca integrar a secretaria estadual com as universidades cearenses, formando equipes plurais para solucionar problemas referente ao meio ambiente. De acordo com o titular do órgão, a ação deve se estender durante mandato do governador Camilo Santana.
No momento, o coordenador do programa já conta com uma equipe de três pessoas, mas irá aumentar a quantidade nas próximas semanas. No grupo, serão realizados diagnósticos e proposição de ações efetivas. “Queremos poder utilizar o conhecimento científico e transformar em políticas públicas”, declara Marcelo.
Conforme o secretário da Semace, o projeto deve atuar em quatro principais frentes. Além da catalogação da flora e fauna cearense ameaçada de extinção, também será realizado um Planejamento Costeiro e Marinho, a criação de uma plataforma com informações geográficas do Ceará e uma pesquisa voltada para a presença da Covid-19 nas redes estaduais de esgoto.
O Planejamento Costeiro e Marinho irá apresentar a atual situação da costa cearense, organizando, através de um atlas, informações das atividades econômicas já realizadas, como energia eólica, pesca, turismo e esportes náuticos.
“Nós precisamos de um planejamento efetivo de toda essa costa, do que já está sendo realizado, quais são as potencialidades e o que precisamos preservar”, aponta Artur Bruno.
O Sistema de Informações Geográficas e Ambientais, por sua vez, irá agrupar os indicadores do Estado referentes às informações de meio ambiente em uma plataforma. A pesquisa, com coordenação de Marcelo, busca permitir que o poder público e a sociedade tenham acesso a ampla variedade de informações, como as unidades de conservação e as obras em construção.
Já o quarto projeto, considerando o cenário atual da saúde no Estado, tem como principal objetivo analisar a presença da Covid-19 nas redes estaduais de esgoto, registrando as áreas com maior presença do vírus e mapeando a propagação.
A matéria completa pode ser lida no Diário do Nordeste
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