UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Mesmo com Exército, Amazônia tem segundo pior agosto de queimadas dos últimos dez anos

03/09/2020

A Amazônia teve o segundo pior agosto em registro de queimadas da última década, atrás apenas do valor alcançado no ano passado. A situação de 2020, contudo, deve ter sido ainda mais severa do que apontam os dados, considerando que, desde as primeiras semanas do mês, foram detectadas falhas de sensor no satélite que faz o monitoramento do fogo.
Em agosto, houve registro de 29.307 focos de incêndios na Amazônia. No ano passado —o pior da década em termos de fogo no bioma e no qual a fumaça das queimadas influenciou até mesmo os céus de São Paulo—, foram 30.901 focos.
No entanto o sensor Modis, do satélite Aqua, da Nasa, está com problemas desde o dia 16 desse mês. Com isso, algumas áreas estão sem cobertura precisa dos focos de calor. Dessa forma, algumas regiões mais setentrionais do país, como Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e o norte do Amazonas, estão com monitoramento defasado.
No próprio dia 16, por exemplo, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), responsável pelo monitoramento, registrou somente 199 focos na Amazônia, o menor valor observado no mês. Como comparação, no dia anterior, 1.439 focos haviam sido registrados e, no ano passado, foram 1.100 no dia 16 de agosto.
A ONG Greenpeace observou dados de dois outros satélites que monitoram queimadas e não detectou redução de fogo no período ao redor do dia 16.
Mesmo com o elevado número de incêndios no mês, o general Hamilton Mourão, vice-presidente e chefe do Conselho da Amazônia, foi às redes sociais para comemorar a suposta queda de 5% dos focos de calor em relação a agosto do ano passado.
Incorretamente, o chefe do Conselho da Amazônia afirma: "Mais um mês com focos de calor reduzidos!"
Junho e julho, porém, tiveram aumento de 19,6% e 28%, respectivamente, no número de queimadas. Já maio, ainda fora do período seco do bioma, registrou uma tímida redução de 3%.
Em artigo recente sobre o tema, Mourão não chega nem mesmo a citar o desmatamento como causa das queimadas, associando-as a “balões de São João, fogueiras e queima de lixo”.
Chama a atenção que o elevado número de focos de queimadas ocorre mesmo com a presença do Exército na Amazônia, com a operação Verde Brasil 2. O emprego das Forças Armadas, através da GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para combate a queimadas e desmatamento é a principal e uma das únicas ações práticas do governo Jair Bolsonaro (sem partido) para coibir os crimes ambientais.

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito

23/07/2026

Julho é o mês dedicado à proteção dos manguezais, que funcionam como berçário de diversas espécies, ...

Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti

23/07/2026

Símbolo da Amazônia e uma das maiores árvores da floresta, a castanheira-da-amazônia (Bertholletia e...

10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas

23/07/2026

Entre os dias 22 e 25 de julho, quem vive na cidade de São Paulo pode realizar a troca das suas lâmp...

Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos

23/07/2026

Uma nova espécie de cobra que viveu onde hoje é o interior de São Paulo entre 85 milhões e 75 milhõe...

Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis

23/07/2026

Em uma região rural de Florianópolis, o aparecimento de anfíbios grandes, esverdeados e de coaxar ba...