
27/08/2020
Aprendizados para cuidar bem do planeta
Referência em jornalismo ambiental, André Trigueiro alerta sobre a destruição contínua do planeta, que está se voltando contra nós, e as lições deixadas pela pandemia.
"O meio ambiente começa no meio da gente, cuidar bem da natureza é cuidar bem de si mesmo." É com esse pensamento que o jornalista André Trigueiro espera que as pessoas celebrem o Dia Mundial do Meio Ambiente em 5 de junho. "O planeta, de uma forma ou de outra, seguirá em frente, mesmo que prossigamos no ritmo de destruição ambiental que estamos imponto atualmente. Mas nós, se não corrigirmos o rumo, não. Somos dependentes de um planeta saudável e resiliente, por isso precisamos fazer as escolhas certas, o mais rapidamente possível, para evitar um colapso que seria danoso para nossa espécie", alerta.
Referência em jornalismo ambiental, Trigueiro é repórter da TV Globo, editor-chefe do Cidades e Soluções e comentarista do Estúdio I e Em Pauta, programas da Globo News. Também é professor da PUC-Rio, no Rio de Janeiro, onde mora, do curso de jornalismo ambiental, que criou há 16 anos, e da pós-graduação executiva em meio ambiente (MBE) da Coppe/UFRJ, na qual leciona a disciplina Geopolítica Ambiental. Nesta entrevista, ele destaca a relação entre a destruição do planeta e o aparecimento de novas doenças, como a covid-19. Trigueiro ressalta as principais lições que a pandemia está nos deixando para enfrentarmos os desafios sustentáveis, considerando os aspectos ambientais, sociais e econômicos, e o processo de mudança de comportamento do consumidor, que hoje está mais consciente e exigente.
Para o jornalista, há uma corrente nume-rosa de cientistas que afirma que estamos precipitando a ocorrência de novas doenças por questões relativas à nossa forma de lidar com o meio ambiente. "A mutação viral não é, propriamente, uma novidade na natureza. Temos elementos de convicção para acreditar que o trato dispensado a animais e a maneira como avançamos sobre florestas com o desmatamento elevam o risco. De forma clara, existiria uma sinergia entre a gripe suína, a aviária e a covid-19, e eu poderia incluir o mal da vaca louca."
No entanto, a preservação ambiental não se justifica apenas para conter o aparecimento de novas doenças, avalia Trigueiro. "Não é inteligente perdermos de vista que a velocidade da destruição, depredação e devastação do meio ambiente se volta violentamente contra nós. O novo corona vírus é apenas um de vários aspectos que eu poderia chamar de bombas-relógio explodindo ou prestes a explodir com muita intensidade", pontua.
Para ler a entrevista completa, faça o download da Revista da Proteste
Atenção: arquivo em formato .pdf
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