
04/08/2020
Depois de meses de esforços e de mais de mil armadilhas espalhadas pela região noroeste dos Estados Unidos, cientistas do Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA, na sigla em inglês) conseguiram capturar pela primeira vez uma vespa gigante asiática (´Vespa mandarinia´).
Apelidadas por cientistas de "vespas assassinas", por sua letalidade, essas vespas nativas da Ásia haviam sido identificadas pela primeira vez nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, gerando apreensão entre apicultores e entomologistas americanos pelo risco que representam à população local de abelhas.
Desde que foram vistas na região, autoridades locais lançaram um grande esforço para tentar localizar essa espécie invasora, com o objetivo de destruir os ninhos antes que ela se estabeleça nos Estados Unidos. Moradores e apicultores se uniram aos esforços, espalhando mais de 1,3 mil armadilhas pela região.
No dia 14 de julho, uma dessas vespas foi capturada em uma armadilha instalada pelo WSDA no condado de Whatcom. Depois de análises em laboratório, cientistas confirmaram no dia 29 de julho que realmente se tratava de uma vespa gigante asiática.
Esta foi a primeira vespa gigante asiática capturada em uma armadilha na região. Até então, haviam sido identificadas outras cinco vespas no Estado de Washington, mas todas encontradas na natureza, por acaso.
"Isso é muito encorajador, porque significa que as armadilhas funcionam", disse o entomologista Sven Spichiger, do WSDA. "Mas também significa que temos muito trabalho pela frente."
Segundo cientistas do WSDA, as vespas gigantes asiáticas são as maiores do mundo, podendo medir mais de 5 cm, e são capazes de destruir uma colmeia de abelhas em poucas horas.
Apesar de salientarem que elas só atacam humanos caso sejam provocadas ou se sintam ameaçadas, cientistas afirmam que essas vespas têm uma picada extremamente dolorosa e liberam uma toxina tão potente que pode causar a morte de uma pessoa que tiver levado várias picadas, mesmo se não for alérgica.
Mas o risco principal é para a população local de abelhas - que já está em declínio por causa de fatores como doenças, uso de pesticidas e perda de habitat - e que é fundamental não apenas para a produção de mel, mas também para diversos cultivos que dependem de polinização, como maçã, mirtilo, amêndoas, cereja e framboesa.
O entomologista do WSDA afirma que os próximos meses serão cruciais para erradicar os ninhos dessa espécie invasora enquanto sua população ainda é pequena.
A meta é encontrar e destruir os ninhos até meados de setembro, antes que as vespas se reproduzam tanto que a erradicação fique impossível.
O ciclo de vida da vespa gigante asiática começa em abril, quando as rainhas emergem da hibernação e passam a procurar um local para construir seus ninhos e formar suas colônias. O período de julho a outubro (fim do verão e início do outono no Hemisfério Norte) é considerado o melhor para capturá-las.
O WSDA vai usar câmeras infravermelhas para procurar por ninhos e instalar novas armadilhas com o objetivo de capturar e manter as vespas vivas. Nesse caso, as vespas poderão ser rastreadas até sua colônia, que será, então, destruída.
Saiba mais no G1
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
