
16/07/2020
Um incêndio de grandes proporções atingiu os arredores de uma fazenda na BR-364, na entrada do Bairro Novo, em Porto Velho, nesta quarta-feira (15). Uma equipe do PrevFogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), está no local atuando para conter o avanço das chamas. Não há informações sobre feridos.
Conforme informações iniciais do PrevFogo, a área atingida abrange cerca de 20 hectares de uma fazenda da região. A equipe trabalha no local desde as 15h, após se deparar com os pontos de chamas durante uma ronda costumeira.
Ao G1, o Corpo de Bombeiros informou que recebeu ao menos dois chamados para irem ao local e uma equipe da corporação esteve na área atingida. Explicou ainda que como é uma área que não coloca em risco nenhuma estrutura, se faz apenas a fiscalização para que as chamas não saiam do controle.
Nesta semana, o Corpo de Bombeiros revelou que a média de atendimentos em julho tem sido de cinco a seis queimadas de pequenas proporções todos os dias em Porto Velho. Disse ainda que há uma parceria com a 17ª Brigada, e que soldados foram treinados para atuar, caso seja necessário.
O satélite de referência Aqua do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detectou 92 focos de queimadas de 1º de julho até às 16h57 desta quarta.
O número de queimadas no bioma amazônico no mês de junho foi o maior observado para o mês desde 2007, de acordo com dados do Inpe, gerados com base em imagens de satélite. Foi um aumento de 19,6% em comparação com o mesmo mês no ano passado. Em junho de 2020, foram 2.248 focos ativos, em 2019, 1.880.
Segundo o Inpe, a média histórica para junho é de 2.724 focos ativos de queimadas no bioma Amazônia. Em junho de 2020, o índice ficou 17% abaixo da média dos últimos 21 anos, mas o número não passava dos 2 mil desde 2007, quando houve 3.519 pontos de incêndio na floresta.
Para haver fogo, é preciso combinar: fontes de ignição (naturais, como raios, ou antrópicas, como isqueiros ou cigarros); material combustível (ter o que queimar, como madeiras e folhas); e condições climáticas (seca).
Como a Amazônia é uma floresta tropical úmida, os incêndios mais recorrentes ocorrem quando a madeira desmatada fica "secando" por alguns meses e, depois, é incendiada para abrir espaço para pastagem ou agricultura. Segundo especialistas, um incêndio natural não se alastraria com facilidade na Amazônia.
Fonte: G1
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