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As polêmicas ´bombas de cianureto´ usadas nos EUA para matar animais selvagens

02/07/2020

M-44 é o nome de uns dispositivos usados nos Estados Unidos há décadas para matar animais selvagens por "motivos de proteção".
São cápsulas presas a algum tipo de isca que soltam uma quantidade de pó de cianureto de sódio fatal para coiotes, raposas e cães selvagens.
Elas são conhecidas também como bombas de cianureto.
O governo americano defende seu uso, apesar de haver centenas de milhares de petições para que sejam suspendidas devido aos seus perigos associados.
Um dos principais argumentos do Departamento de Agricultura (USDA, na sigla em inglês) é que essas espécies mencionadas devem ser controladas pois elas são uma ameaça ao gado, às aves e a alguns animais em extinção.
Apesar disso, alguns defensores da vida selvagem consultados pela BBC disseram que esse método não é imprescindível, podendo inclusive trazer perigos para as pessoas.
Segundo a descrição feita pelo USDA, uma vez ativados esses dispositivos, o pó pode entrar no organismo do animal pela boca, nariz ou até pelos olhos.
Em um relatório realizado pelo departamento e apresentado em 2019 calcula que essas bombas mataram cerca de 14 mil animais. Pelo menos 17 Estados americanos as utilizam.
"Representa uma ferramenta altamente efetiva no manejo de dados da vida selvagem", diz o relatório.
O documento sobre o M-44 foi feito a pedido da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), que aceitou reavaliar a efetividade e segurança deste método.
Finalmente, no fim do ano passado, foi decidido permitir o uso de "bombas de cianureto".
A EPA admitiu que durante o processo de avaliação foram recebidas cerca de 200 mil cartas solicitando o fim do uso desses dispositivos.
Por outro lado, grandes grupos de criadores de gado e consórcios de agricultura defenderam o método.
Foram estabelecidas novas restrições de uso — agora nenhuma "bomba" pode ser colocada a menos de 100 metros de uma via pública ou estrada, e deve haver sinalizações para as pessoas de onde elas foram plantadas.

Leia mais no G1

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