UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Fragmentos de óleo reaparecem no litoral do Nordeste

23/06/2020

Após nove meses do derramamento de petróleo que atingiu o litoral do Nordeste e parte do Sudeste, pequenos fragmentos de óleo foram encontrados neste fim de semana em três praias de Pernambuco e duas de Alagoas.
Órgãos ambientais acreditam que o material estava sedimentado no fundo do mar ou preso em corais. Com fortes ondulações, as partículas de óleo se desprenderam e foram levadas para a areia da praia.
Em Pernambuco, o piche atingiu as praias de Tamandaré, Cupe e Muro Alto, no litoral sul. As duas últimas são vizinhas à famosa praia de Porto de Galinhas. A Marinha comunicou que, no dia 19 de junho, também foram encontrados vestígios nas praias da Lagoa do Pau e da Lagoa Azeda, no litoral de Alagoas.
Na manhã de ontem, técnicos da Semas (Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco), CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) coletaram no litoral pernambucano material para análise em laboratório.
Em nota, a Semas afirmou que, conforme as primeiras avaliações técnicas, os fragmentos encontrados são provenientes de manchas de petróleo que atingiram parte do litoral brasileiro a partir de agosto do ano passado.
“Esse material estaria sedimentado no leito ou preso em corais e chegou à areia das praias por conta de uma combinação de fatores meteorológicos que revirou o fundo e soltou fragmentos”, diz a nota.
Nos últimos cinco dias, a região onde o piche foi encontrado registrou as chamadas marés de sizígia, que geram grandes variações. Há também uma maior intensidade das correntes marítimas devido à época do ano e ventos fortes.
Os órgão ambientais orientaram os municípios a recolher os fragmentos, acondicioná-los em tonéis e encaminhá-los para aterros industriais ou destinados à reciclagem.
O biólogo Clemente Coelho Júnior afirmou que o aparecimento de fragmentos de petróleo era esperado. “O óleo não desapareceu. Está preso nos corais e no fundo do mar. Volta e meia, ele vai reaparecer. É preciso ficar atento”, avalia.
No ano passado, grandes manchas de óleo atingiram os nove estados do Nordeste e mais os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, no Sudeste. Os primeiros fragmentos foram localizados na Paraíba em 30 de agosto de 2019.
No início deste ano, o Ibama afirmou que o vazamento poluiu 1.004 localidades. A Marinha ainda não apontou a origem do derramamento de óleo.

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito

23/07/2026

Julho é o mês dedicado à proteção dos manguezais, que funcionam como berçário de diversas espécies, ...

Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti

23/07/2026

Símbolo da Amazônia e uma das maiores árvores da floresta, a castanheira-da-amazônia (Bertholletia e...

10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas

23/07/2026

Entre os dias 22 e 25 de julho, quem vive na cidade de São Paulo pode realizar a troca das suas lâmp...

Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos

23/07/2026

Uma nova espécie de cobra que viveu onde hoje é o interior de São Paulo entre 85 milhões e 75 milhõe...

Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis

23/07/2026

Em uma região rural de Florianópolis, o aparecimento de anfíbios grandes, esverdeados e de coaxar ba...