
23/06/2020
Cerca de 140 agentes de diversas órgãos estaduais e federais que compõem a Operação Verde Brasil 2 realizam fiscalizações em madeireiras de Buritis (RO), no Vale do Jamari. Desde maio, quando a ação teve início, mais de 12 mil m³ de madeira irregular foram apreendidos e R$ 44 milhões em multas aplicadas.
A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pela Vice-Presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A ação conjunta foi prorrogada por mais 30 dias e segue até 10 de julho de 2020. O objetivo é combater crimes ambientais como desmatamento e queimadas ilegais nos estados que compõem a Amazônia Legal.
A ação é composta por mais de 30 agências, entre elas as Forças Armadas, Polícia Militar, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).
De acordo com o general Luciano Lima, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17BIS), esta é a quarta grande operação em áreas com concentração de madeireiras. As outras três foram realizadas em Candeias do Jamari, Cujubim e na região da Ponta do Abunã, na fronteira com a Bolívia e divisa com o Acre.
Segundo o comando da Verde Brasil em Rondônia, as ações de fiscalizações ocorrem após o trabalho de inteligência, que inclui análise das informações prestadas pelas madeireiras e imagens de satélite para identificação de áreas desmatadas.
"Agora é feita uma conferência contábil com o que existe no sistema DOF [Documento de Origem Florestal]. Então os nossos técnicos vão bater tudo que tem aqui com o número que tem lá [no sistema] e o que estiver a mais, é madeira ilegal. O sistema tem detalhes técnicos que permitem que essa equipe possa ver exatamente o que tem autorização para estar na madeireira", explicou o major Glauber Souto, comandante da PM Ambiental.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira (16) em uma das madeireiras fiscalizadas em Buritis, o general Lima ressaltou a continuidade da ação mesmo com a pandemia do novo coronavírus e explicou que a operação busca perseguir todo o caminho do crime, desde a extração irregular, que costuma preceder as queimadas.
"Nós não podemos parar no combate ao crimes, temos que estar aqui pra levar segurança à população. Nós temos áreas de Rondônia que o desmatamento parou absolutamente, pela própria presença do estado brasileiro. A grande mensagem é a integração [entre agências] que vem ocorrendo", disse.
Lima ainda ressaltou que os materiais apreendidos podem ser destinados ao Departamento de Estrada de Rodagens (DER) ou aos municípios para recuperação de pontes, por exemplo.
"A operação tem além do combate ao crime ambiental, o resultado social que é a utilização da madeira ilegal apreendida numa solução melhor para o seu uso. Não deveria ter sido furtada, mas como ela existe, há como destinar a um benefício melhor para a sociedade", pontuou.
Leia mais no G1
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
