
12/05/2020
Um grupo de cientistas europeus acredita que finalmente descobriu porque o Polo Norte magnético está se deslocando.
Nos últimos anos, ele se afastou do Canadá e seguiu para a Sibéria, na Rússia.
O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones.
A equipe, liderada pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, diz que o comportamento é explicado pela competição entre duas massas magnéticas no núcleo externo da Terra. Mudanças nos fluxos de material derretido no interior do planeta têm alterado a força das áreas de fluxo magnético negativo. "Essa mudança no padrão de fluxos enfraqueceu a parte abaixo do Canadá e aumentou ligeiramente a força da faixa abaixo da Sibéria", explicou Phil Livermore. "É por isso que o Polo Norte deixou sua posição histórica sobre o Ártico canadense e cruzou a Linha Internacional de Data. O norte da Rússia está vencendo o cabo de guerra", disse ele à BBC.
A Terra tem três polos na sua parte superior. Um Polo Geográfico, que é o ponto na superfície do eixo de rotação do planeta. O Polo Geomagnético, que é o local que melhor se encaixa a um dipolo clássico (sua posição muda pouco). E depois há o Polo Norte magnético, onde as linhas de campo são perpendiculares à superfície. Este é o que está se movendo. Foi identificado pela primeira vez na década de 1830 pelo explorador James Clark Ross quando este se encontrava em Nunavut, território autônomo no nordeste do Canadá. Naquela época, esse polo não se movia muito longe, nem muito rápido. Mas, nos anos 1990, começou a se mover para latitudes cada vez mais altas, cruzando a Linha Internacional de Data no final de 2017. No processo, ficou a algumas centenas de quilômetros do Polo Geográfico.
Usando dados de satélites que têm medido e acompanhado a evolução do campo magnético da Terra nos últimos 20 anos, Livermore e seus colegas tentaram modelar as oscilações do Polo Norte Magnético. Dois anos atrás, quando apresentaram suas ideias pela primeira vez na reunião da União Geofísica Americana, no Estado de Washington, sugeriram que poderia haver uma conexão com um jato (fluxo em alta velocidade) de ferro derretido na região mais externa do núcleo do planeta avançando em alta velocidade rumo a oeste sob o Alasca e a Sibéria. Mas os modelos não se encaixavam completamente e a equipe agora revisou sua avaliação para se alinhar com um outro regime de fluxo. "O jato está ligado a latitudes setentrionais muito altas e a alteração do fluxo no núcleo externo, responsável pela mudança na posição do polo, está, na realidade, mais ao sul", explica Livermore.
Saiba mais no UOL
Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito
23/07/2026
Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti
23/07/2026
10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas
23/07/2026
Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos
23/07/2026
Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis
23/07/2026
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025
23/07/2026
