UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Satélite permite que cientistas vejam derretimento na Antártida como nunca antes

05/05/2020

A Antártida pode ser uma enorme extensão de gelo, mas não é monolítica. Pesquisadores sabem há muito tempo que, embora o continente como um todo esteja perdendo massa, com a mudança climática ele ganha gelo em certas áreas enquanto perde em outras.
Dados de um novo satélite oferecem a imagem mais precisa já obtida do gelo da Antártida e onde ele se acumula mais rapidamente, em partes do leste do continente, e onde desaparece em ritmo mais rápido, no oeste e na península Antártica.
A informação, em um trabalho publicado na quinta-feira (30) na revista Science, ajudará os pesquisadores a compreender melhor o principal fator da perda de gelo na Antártida, o adelgaçamento das plataformas de gelo flutuantes, que permite que mais gelo flua para o oceano, e como isso vai contribuir para aumentar o nível do mar.
Helen Fricker, uma autora do trabalho, disse que os cientistas tentam estudar a ligação entre as plataformas que se afinam e o que é chamado de gelo aterrado, mas foram prejudicados porque a maioria das observações eram de um ou de outro, e feitas em momentos diferentes. "Agora temos tudo no mesmo mapa, o que é algo realmente poderoso", disse Fricker, glacióloga no Instituto Scripps de Oceanografia em La Jolla, na Califórnia.
O Satélite de Gelo, Nuvem e Elevação terrestre, ICESat-2, foi lançado em 2018 como parte do sistema da Nasa de observação da Terra, para substituir um satélite anterior que forneceu dados entre 2003 e 2009. O ICESat-2 usa um altímetro a laser, que dispara pulsos de fótons divididos em seis feixes em direção à superfície da Terra a cerca de 500 quilômetros abaixo.
Dos trilhões de fótons em cada pulso, só alguns refletidos são detectados no retorno ao satélite. A medição extremamente precisa do tempo de viagem desses fótons fornece dados de elevação da superfície com precisão de alguns centímetros.
"É melhor que qualquer instrumento que já tivemos no espaço antes", disse outro autor, Alex Gardner, glaciólogo no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia. A resolução é tão alta que ele pode detectar rachaduras e outras pequenas características na superfície do gelo, disse ele.
Os pesquisadores usaram as medições de elevação dos dois satélites para determinar como o equilíbrio de massa na Antártida —a diferença entre acúmulo e perda— mudou de 2003 a 2019 em cada uma de suas 27 bacias de drenagem. De modo geral, eles relataram que o continente perdeu gelo suficiente para elevar o nível do mar em seis milímetros durante esse tempo, descoberta que é coerente com outros estudos.
A perda de gelo se limitou à Antártida Ocidental e à península Antártica; a placa maior na Antártida oriental ganhou massa durante esse período. Por que a parte oriental está ganhando massa não é totalmente compreendido, mas a precipitação provavelmente aumentou em relação a algum ponto no passado, disse Gardner. A precipitação maior na forma de neve causa o aumento da massa da camada de gelo, porque a neve se comprime com o tempo e se transforma em gelo.

Saiba mais no site da Folha de S. Paulo

Novidades

Mês dos manguezais expõe desafios ambientais na Barra e Jacarepaguá; saiba o que vem sendo feito

23/07/2026

Julho é o mês dedicado à proteção dos manguezais, que funcionam como berçário de diversas espécies, ...

Livro gratuito sobre a castanheira-da-amazônia é semifinalista do Jabuti

23/07/2026

Símbolo da Amazônia e uma das maiores árvores da floresta, a castanheira-da-amazônia (Bertholletia e...

10 bairros de São Paulo terão troca gratuita de lâmpadas

23/07/2026

Entre os dias 22 e 25 de julho, quem vive na cidade de São Paulo pode realizar a troca das suas lâmp...

Fóssil raro achado no Brasil revela nova espécie de cobra que viveu no interior de SP há milhões de anos

23/07/2026

Uma nova espécie de cobra que viveu onde hoje é o interior de São Paulo entre 85 milhões e 75 milhõe...

Sem predador e com até 20 cm, rã-touro ameaça fauna em Florianópolis

23/07/2026

Em uma região rural de Florianópolis, o aparecimento de anfíbios grandes, esverdeados e de coaxar ba...